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DIMENSÕES DA ALMA

por Keila, a Loba, em 03.06.06
A Loba Mary criou uma gif indígena e com lobos linda, mas o provedor recusou por achar muito grande. Que pena que não posso mostrá-la, pois foi feita com muito carinho por uma pessoa especial. Obrigada, amiga Mary!


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O despertador fez soar o alarme: eram 18 horas. Subi apressada, pedi que não fosse incomodada e tranquei a porta do quarto para iniciar as orações do terço de Nossa Senhora de Fátima.

Como de costume, coloquei uma música suave para me concentrar e minimizar o barulho dos carros e ruídos das pessoas na rua. Me sentei na cama e iniciei as orações. Eu estava apreensiva por conta das imagens do terremoto na Indonésia, das pessoas soterradas e de todo o sofrimento que aquele povo havia acumulado ao longo da catástrofe de dezembro de 2004, de forma que era incompreensível uma tragédia não tão grande como a tsunami, mas devastadora e mortal para muitos indonesos que sobreviveram à muralha de água que os abateu.

Quando comecei as orações, fui imediatamente tocada por uma sensibilidade incrível. Na verdade me senti conduzida por uma estrada mágica aos pedidos de socorro que ecoavam dos escombros, e eu chorei. Senti o corpo arrepiar, um engasgo, e aumentei o volume do som para que pudesse sentir as mensagens que estavam chegando através das notas musicais.

Não sei como explicar, na verdade até eu mesma duvido que isso tenha acontecido, mas o fato é que numa fração de milésimos de segundos percebi que meu corpo estava tão leve e imaterialmente desforme que fui tragada pelas energias de um portal, uma dimensão desconhecida, e que foi aberta para que eu não precisasse lembrar da condição humana em que me encontrava, mas assumisse a situação de socorrista. Foi alguma coisa espetacular, da mais pura simbologia. E eu saí do meu corpo e fui imediatamente sensibilizada pelos pedidos de socorro de uma pessoa que estava soterrada, ferida, e havia caído dentro de um fosso – imagens terríveis.

Chamou a minha atenção o fato de eu estar enxergando toda a situação de forma extremamente perceptiva, ou seja: eu estava ali para socorrer, não para chorar ou ficar com dó. E tentei de tudo para tirar aquela criatura do fosso! Deitei no chão e ofereci os meus braços para apoio, tentei entrar no buraco o mais que pude para puxá-la, pedi ajuda, gritei, usei palavras de coragem e conforto... Mas toda essa situação de estresse me chamou de volta à realidade, e logo percebi que a leveza inicial que me levou aquele lugar, naquela condição, estava me trazendo de volta à realidade do meu quarto - sentada, com o terço na mão e escutando uma música que foi composta por um monte budista durante uma excursão no alto das montanhas geladas do Tibet.

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