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AS MEMÓRIAS DO CORPO E AS MEMÓRIAS DA ALMA

por Keila, a Loba, em 03.08.08


 

“O corpo é, freqüentemente, o último que perdoa”, diz Jean-Yves Leloup. Há uma intrincada rede de interação entre o corpo físico e o corpo emocional capaz de acionar infinitas memórias armazenadas durante a gestação, primeira infância, adolescência e idade adulta. Essas memórias buscam um sentido maior na idade adulta - um sentido que a medicina precisa saber escutar.

Cada um de nós tem uma responsabilidade sobre o processo de adoecer e, portanto, também pode ter uma responsabilidade sobre o processo de se curar. “Existe um aspecto da cura que cabe a cada um de nós”, diz o médico Hélio Holperin, autor do livro "A Cura pelas Virtudes".

Para explicar como se dá esse processo de cura pelas virtudes, e mostrar como ele está ao alcance de todos nós, Hélio Holperin apresentou aos participantes uma proposta de pensamento com cinco conceitos: o princípio da correspondência, o padrão formal, a ressonância mórfica, a atitude celular versus a atitude humana e, por fim, os atributos orgânicos.


1- O Princípio da Correspondência

Hermes Trismegisto, um grande pensador egípcio contemporâneo de Abraão, estabeleceu um importante conceito que podemos aplicar em nossas vidas e reconhecê-lo no Universo: “o que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima”. Em outras palavras, isso significa que o pequeno é igual ao grande, que a parte é semelhante ao todo, que o microcosmo é igual ao macrocosmo, etc. Este é o princípio da correspondência, que nos mostrará mais adiante quantas semelhanças temos com a Natureza e com o universo no qual estamos inseridos.

2- O Padrão Formal

“Essa coisa imensa que é uma galáxia, cujo tamanho nem conseguimos imaginar, tem uma semelhança absurda com a estrutura do nosso organismo, de uma célula, de um átomo, de coisas minúsculas que há dentro de nós. Somos extremamente semelhantes a uma galáxia, onde nossas bilhões de células são como bilhões de estrelas”, afirmou Hélio. E provocou a reflexão nos participantes: “Ao olharmos essa grandiosidade que é o cosmos, devemos nos perguntar: ‘O que estamos fazendo com a nossa vida? O que significa roubar alguma coisa de um semelhante? Será que estamos dando o devido amor, cumprindo o nosso devido objetivo? Será que o papel que estamos desempenhando na nossa vida é realmente algo que tenha valor?'. Nós temos uma responsabilidade enorme, já que estamos inseridos no cosmos, e o cosmos está inserido em nós”, arrematou Hélio Holperin.


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3- A Ressonância Mórfica

No livro “Uma Nova Ciência da Vida”, o Phd em Filosofia pela Universidade de Cambridge, Rupert Sheldrake, afirma uma idéia valiosa para compreendermos a importância de observarmos nossas atitudes: um padrão que se repete tende a se repetir cada vez mais. Ou seja, quanto mais praticamos uma ação, mais essa ação tende a se perpetuar.

Essa teoria mostra que, se você pratica uma atividade antiética, por exemplo, essa atividade se propaga, mesmo que ninguém a veja. Da mesma forma, o padrão ético e a bondade também se propagam.

4- Atitude Celular x Atitude Humana

Somos células de uma humanidade e, assim como as células do corpo, cada um de nós tem um papel a desempenhar para que a vida sobreviva. Precisamos fazer algo que harmonize, ordene o ambiente e o torne provido de suas necessidades. Para isso, basta apenas que utilizemos os potenciais que temos: os nossos dons. “Cada um tem um dom, uma habilidade, e deve usá-lo para tornar suprido o grupo em que estamos inseridos. Isso é que é vida: colocar os seus dons a serviço de uma vida ordenada, de uma necessidade preenchida. Se eu tenho o dom de ouvir, vou procurar alguém que precisa falar. Se eu tenho o dom de falar, vou falar para quem precisa ouvir. Fazer isso é fazer exatamente a mesma coisa que cada célula do nosso corpo faz”, afirmou Hélio, citando Lovelock: “O destino do indivíduo é servir, e não governar ou impor a sua maneira”.
Exemplificando a ligação entre a atitude celular e a humana, “Se observarmos o lado mais difícil do homem, veremos que ele é egoísta, explora, oprime, invade, destrói, é desordenado, caótico. Na doença, a célula adota um padrão de atitude parecida. Ela explora como no caso da célula tumoral; oprime, nos casos de inflamação; invade, como acontece com as úlceras; destrói, assim como a cirrose; cria um caos e uma desordem. Quando comparamos a atitude da doença e a atitude do homem, notamos a grande semelhança. Portanto, concluímos que a atitude da célula é contrária à atitude do homem, que, por sua vez, é igual à atitude da doença”, diz Holperin.

5-  Atributos Orgânicos

Se a atitude celular, que é saudável, é contrária à atitude humana egoísta, que é igual à da doença, podemos suspeitar que quem leva a célula saudável para o estado de célula doente é a contaminação da atitude do homem. A ressonância mórfica diz que um padrão que se repete tende a se repetir cada vez mais. Então, a atitude humana egocêntrica e repetitiva pode fazer com que a célula deixe de ser altruísta para ser egoísta. E, assim, o padrão formal se constrói, pois existe semelhança entre os dois paralelos, afinal, o que está em cima está embaixo e vice-versa.
Para identificar qual órgão pode adoecer a partir de uma atitude, precisamos primeiro saber como o órgão deve funcionar. Em seguida, identificar que atitudes podem comprometer esta função, o funcionamento daquele atributo”, esclareceu Holperin, exemplificando em seguida: “Se eu sou rígido, influenciarei todas as células a serem rígidas. Porém, só aqueles órgãos cuja natureza possa ser atrapalhada pela rigidez vão adoecer, como as articulações, cujo atributo é a flexibilidade”.

6-  Sistema Imunológico

O atributo do sistema imunológico é a defesa, a fiscalização de possíveis agressões, a cura. Disciplina, ordem, organização, determinação, iniciativa, coragem, obediência, força, discernimento, prontidão e ética, todas essas atitudes são a cura do sistema imunológico. Se nos empenharmos em praticar estas virtudes, praticamente impossibilitaremos que os vírus que habitam em nós nos cause alguma doença. O vírus é apenas um hóspede, ele não é culpado. Se abrirmos a porta, ele vai entrar, pois não é bom nem ruim, apenas ocupa espaço.


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Relação de algumas doenças e suas prováveis causas, por Louise L. Hay:

AMIGDALITE: Emoções reprimidas, criatividade sufocada.
ANOREXIA: Ódio ao externo de si mesmo.
APENDICITE: Medo da vida. Bloqueio do fluxo do que é bom.
ARTERIOSCLEROSE: Resistência. Recusa em ver o bem.
ARTRITE: Crítica conservada por longo tempo.
ASMA: Sentimento contido, choro reprimido.
BRONQUITE: Ambiente familiar inflamado. Gritos, discussões.
CÂNCER: Magoa profunda, tristezas mantidas por muito tempo.
COLESTEROL: Medo de aceitar a alegria.
DERRAME: Resistência. Rejeição a vida.
DIABETES: Tristeza profunda.
DIARRÉIA: Medo, rejeição, fuga.
DOR DE CABEÇA: Autocrítica, falta de auto-valorização.
ENXAQUECA: Medos sexuais. Raiva reprimida. Pessoa perfeccionista.
FIBROMAS: Alimentar mágoas causadas pelo parceiro.
FRIGIDEZ: Medo. Negação do prazer.
GASTRITE: Incerteza profunda. Sensação de condenação.
HEMORROIDAS: Medo de prazos determinados. Raiva do passado.
HEPATITE: Raiva, ódio. Resistência a mudanças.
INSONIA: Medo e culpa.
LABIRINTITE: Medo de não estar no controle.
MENINGITE: Tumulto interior. Falta de apoio.
NÓDULOS: Ressentimento, frustração. Ego ferido.
PELE (ACNE): Individualidade ameaçada. Não aceitar a si mesmo.
PNEUMONIA: Desespero. Cansaço da vida.
PRESSÃO ALTA: Problema emocional duradouro não resolvido.
PRISÃO DE VENTRE: Preso ao passado. Medo de não ter dinheiro suficiente.
PROBLEMAS PULMONARES: Medo de absorver a vida.
QUISTOS: Alimentar mágoa. Falsa evolução.
RESFRIADOS: Confusão mental, desordem, mágoas.
REUMATISMO: Sentir-se vitima. Falta de amor. Amargura.
RINITE ALÉRGICA: Congestão emocional. Culpa, crença em perseguição.
RINS: Crítica, desapontamento, fracasso.
SINUSITE: Irritação com pessoa próxima.
TIROÍDE: Humilhação.
TUMORES: Alimentar mágoas. Acumular remorsos.
ÚLCERAS: Medo. Crença de não ser bom o bastante.
VARIZES: Desencorajamento. Sentir-se sobrecarregado.


Pesquisa: http://www.sida-luz-positiva.org/modules.php?name=Content&pa=showpage&pid=79&page=1

http://haroldovilhena.multiply.com/journal/item/155

http://pt.shvoong.com/books/1803632-corpo-seus-s%C3%ADmbolos/

http://ildafontoura.blogspot.com/2006/04/o-corpo-e-seus-smbolos-3.html

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