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SUA VIDA JÁ FOI SALVA POR UM SORRISO?

por Keila, a Loba, em 08.10.08


 

Minha mãe pediu que eu viesse aqui dizer que ela está bem e que está retornando.


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O escritor francês Antoine de Sayn't Exupéry, autor do livro O Pequeno Príncipe, lutou na Guerra Civil Espanhola. Ele foi capturado pelo inimigo e levado ao cárcere para ser executado no dia seguinte.

Levado à cela para aguardar sua sentença e execução, ele procurou na bolsa um cigarro, mas não conseguia acendê-lo. Suas mãos estavam tremendo tanto que ele não podia nem mesmo segurar o cigarro. Procurou fósforos, mas não os tinha porque os soldados haviam tirado os fósforos de sua bolsa.

Em seus últimos instantes de vida, ele olhou para o carcereiro e disse: "Por favor, usted tiene fósforo?". O carcereiro chegou perto para acender seu cigarro, olhou para ele, e naquela fração de segundo seus olhos se encontraram. St. Exupéry sorriu.

Sayn’t Exupéry não soube dizer por que sorriu naquele momento, mas ele acredita que quando se chega perto de outro ser humano é quase impossível não sorrir. No instante em que aqueles dois homens se olharam, um sorriso também iluminou o rosto do carcereiro. Ele acendeu o cigarro de St. Exupéry e ficou pertinho, olhando diretamente em seus olhos, e continuou sorrindo. St. Exupéry também continuou sorrindo para ele, vendo-o agora como pessoa, e não como um carcereiro.

O carcereiro também começou a olhar St. Exupéry como pessoa, e perguntou: "Você tem filhos?".

"Sim" - respondeu St. Exupéry -, e tirou da bolsa uma foto de seus filhos.

O carcereiro mostrou as fotos de seus filhos também, e contou todos os seus planos e esperanças para o futuro. Os olhos de St. Exupéry se encheram de lágrimas, e ele disse ao carcereiro que dedicaria seus últimos momentos de vida aos filhos, pois ele jamais os teria no colo, jamais os veria novamente. Os olhos do carcereiro se encheram de lágrimas também.

De repente, e sem que nenhum gesto ou palavra fosse dita, o carcereiro abriu a porta da cela e guiou St. Exupéry para fora do cárcere através das sinuosas ruas, para fora da cidade, e o libertou. Sem nenhuma palavra, o carcereiro deu meia-volta e retornou por onde veio.

Quando perguntaram ao escritor como ele conseguiu escapar do cárcere que o levaria a morte, St. Exupéry respondeu em alto e bom tom:

"Minha vida foi salva por um sorriso do coração".

Texto de Susan Andrews, Alterações Textuais da Loba

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publicado às 23:58


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