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Crise Mundial, Ciência, Pessoas e Vidas

por Keila, a Loba, em 03.03.09


 

No início, era o nada fervilhando de infinitas possibilidades, das quais você é uma delas...


Contam os nativos e historiadores que quando os índios americanos viram as naus de Colombo se aproximando, nas Ilhas Caribenhas, na verdade eles não conseguiram ver nada, pois não eram parecidas com nada que tivessem visto antes.

Um Xamã, líder daquela tribo americana, notou a formação de grandes ondulações no Oceano. Mesmo não vendo os navios, imaginou o que estaria causando aquilo. A partir daquele momento, ele começou a visualizar melhor as ondulações e a água por alguns dias. Após um período de intensa visualização, conseguiu ver os navios.

Quando o Xamã finalmente enxergou os navios, contou para todos que nas proximidades do alto mar existiam grandes e desconhecidas embarcações. Como todos os demais índios confiavam e acreditavam nele, também conseguiram enxergar Colombo e seus navios desbravando a América.

A razão pela qual os índios não conseguiram ver os navios era porque não tinham conhecimento visual e nem físico daquelas naus. Seus cérebros não tinham nenhuma experiência formada de que existiam embarcações e eles estavam ali.


Algumas das principais notícias de hoje, 03/03/2009 (pesquisa http://g1.globo.com/)


O efeito dominó ronda as grandes instituições americanas: Bolsa de NY tem menor patamar em 11 anos após perdas da AIG.

Uma pesquisa britânica sugere que crianças infelizes têm mais chances de se transformar em adultos permanentemente doentes ou incapacitados.

A ciência tem hoje uma série de pistas que ajudam a explicar por que umas pessoas só querem encontros casuais e outras se apaixonam com uma facilidade impressionante.


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Por que criamos uma realidade?
Por que procuramos repetidamente os mesmos relacionamentos?
Nesse mar infinito de possibilidades que existem à nossa volta, por que continuamos recriando as mesmas realidades?
Não é incrível existirem opções e potenciais que desconhecemos?
É possível estarmos tão condicionados à nossa rotina, tão condicionados à forma como criam nossas vidas, que compramos a idéia de que não temos controle algum sobre os fatos da vida?


Fomos condicionados a crer que o mundo externo é mais real que o interno. Na ciência moderna é justamente o contrário. Ela diz que o que acontece dentro de nós é que vai criar o que acontece fora. Existe uma realidade física que é absolutamente sólida, mas só começa a existir quando colide com outro pedaço de realidade física. Esse outro pedaço pode ser a gente. Cclaro que somos parte desse momento, mas não precisa necessariamente ser. Pode ser uma pedra que venha voando e interaja com toda essa bagunça, provocando um estado particular de existência.

Filósofos no passado diziam: "Se eu chutar uma pedra e machucar meu dedo, é real. Estou sentindo, é vívido." Quer dizer que é a realidade. Mas não passa de uma experiência, e é a percepção dessa pessoa do que é real.

Experimentos científicos nos mostram que se conectarmos o cérebro de um pessoa a computadores e scanners, e pedirmos para olharem para determinados objetos, podemos ver certas partes do cérebro sendo ativadas. Se pedirmos para fecharem os olhos e imaginarem o mesmo objeto, as mesmas áreas do cérebro se ativarão, como se estivessem vendo os objetos. Então os cientistas se perguntam: quem vê os objetos, o cérebro ou os olhos? O que é a realidade? É o que vemos com nosso cérebro? Ou realidade é o que vemos com nossos olhos?

A verdade é que o cérebro não sabe a diferença entre o que vê no ambiente e o que se lembra, pois os mesmos neurônios são ativados. Então devemos nos questionar: O que é realidade?


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Todos os dias e a todo instante somos bombardeados por grandes quantidades de informação. Quando estas informações entram no nosso corpo, imediatamente são processadas pelos órgãos sensoriais. A cada passo desse longo processamento, partes da informação serão descartadas. O que finalmente chega à consciência é o que mais serve à pessoa; ou seja, o cérebro guarda as informações que rotineiramente povoam nossas idéias.

O cérebro processa 400 bilhões de bits de informação por segundo, mas só tomamos conhecimento de 2.000 bits. Esses 2.000 bits restantes são o que está ao nosso redor, nosso corpo e o tempo. Vivemos em um mundo onde só enxergamos a ponta do iceberg. Isso significa que a realidade está acontecendo a todo o momento no cérebro, mas nós não a absorvemos. Os olhos são como lentes, mas o que realmente está enxergando é a parte de trás do cérebro, no córtex visual. Os padrões de associação já existem dentro de nós através de um condicionamento.


Nós criamos a realidade, mas criamos máquinas que produzem realidade que afetam a realidade o tempo todo. Sempre perseguimos algo refletido no espelho da memória. Se estamos ou não vivendo em um grande mundo virtual, é uma pergunta sem uma boa resposta. É um grande problema filosófico, e temos que lidar com ele conforme o que a ciência diz do nosso mundo.

Como somos sempre observadores na ciência, ficamos limitados ao que o cérebro humano capta. É a única forma de vermos e percebermos as coisas que fazemos. Então é possível que isso tudo seja uma grande ilusão da qual não conseguimos sair para ver a verdadeira realidade.

A grande questão é a seguinte : o cérebro não sabe distinguir o que está acontecendo lá fora do que acontece dentro. Não existe o "lá fora" independente do que está acontecendo no interior dos nossos pensamentos. Isso nos faz pensar que existe uma realidade criada sobre a crise mundial, sobre a violência, sobre todos os demais temas que envolvem o mundo de agora, realidade criada pela mídia e assimilada por nós, capaz de nos fazer sofrer, chorar, perder, amargar, recriar, viver e viver menos. Então devemos nos questionar: O que é realidade?

“Tudo me fez observar o mundo ao nosso redor. Então, como você pode continuar a ver o mundo como uma realidade, se o Ser que determina essa realidade é intangível"?


Pesquisa e trechos textuais de : http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2005/09/quem_somos_nos.html, com alterações da Loba

Outras fontes:

http://www.pucsp.br/revistanures/revista8/nures8_leila.pdf

http://ateupraticante.blogspot.com/2008/02/crtica-ao-filme-quem-somos-ns-e-o.html

http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2005/09/quem_somos_nos_1.html

http://www.orion.med.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=222:bleepleg2&catid=41:ciencia&Itemid=184


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Se você ainda não assistiu o filme, "QUEM SOMOS NÓS?",  título original What the Bleep Do We Know?, aqui vai uma pequena mostra de como vale a pena dar uma olhadinha nos novos conceitos da vida e do ser humano, na ótica da física quântica. Espero que gostem.


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