Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



QUAL O SEXO DO SEU CÉREBRO?

por Keila, a Loba, em 18.04.10

- Porque você não gosta que seu marido vá à manicure? - perguntou Ana* (* nomes fictícios)

 

Uma vez indagada, Lúcia*  respondeu:

 

- Pintar unhas não é coisa de macho, querida!

 

- Você é casada ha muito tempo com o Pedro*, e ainda duvida da masculinidade dele só porque ele pinta as unhas? E você não teve 6 filhos com ele, menina? Pintar não, porque em homem é só um brilhinho de nada!  – Expôs a colega.

 

- Mesmo que seja um brilhinho de nada, ele vai à manicure pintar a unha, porque unha mesmo não tem brilho nenhum!  Acho que homem não devia gostar dessas coisas de mulher.

 

Nesse clima de pode ou não deve, ouvimos de quase todos os pacientes do Programa Reviver, que estavam se divertindo durante o encontro mensal de lazer, as suas postulações sobre o lado feminino dos homens. Então resolvi pesquisar sobre O SEXO DO CÉREBRO, especialmente no que diz respeito as informações que indicam se nos comportamos de forma linear (homens) ou de forma simbólica (mulheres).

 

Vejamos...

 

 

 

 

 

As diferenças no corpo de homens e mulheres estão além da aparência e dos órgãos sexuais. A ciência detectou que até o cérebro apresenta características femininas ou masculinas. Essa diferença neurológica gera diferenças de comportamentos, sentimentos e modos de pensar entre homens e mulheres.

 

Você consegue saber se seu amigo está triste ou irritado só de olhar para ele? Essa é uma característica de um cérebro feminino. Mas um homem também pode ter essa sensibilidade e outros comportamentos geralmente ligados a um cérebro feminino. Isso porque a sexualidade cerebral não está ligada diretamente ao sexo do corpo. “O sexo do cérebro é determinado pela quantidade de testosterona [hormônio masculino] a que o feto fica exposto no útero. Em geral, homens recebem doses maiores do que as mulheres. Mas isso varia e nós ainda não sabemos exatamente por quê”, diz a ÉPOCA a neuropsicologista Anne Moir, da Universidade de Oxford, na Inglaterra.

 

A diferença entre o cérebro dos dois gêneros tem raízes evolutivas. Segundo Moir, durante o desenvolvimento dos seres humanos, como o homem era o caçador, desenvolveu um cérebro com habilidades manuais, visuais e coordenação para construir ferramentas. Por isso, um cérebro masculino tem mais habilidades funcionais. Já as mulheres preparavam os alimentos e cuidavam dos mais novos. Elas tinham que entender os bebês, ler sua linguagem corporal e ajudá-los a sobreviver. Elas também tinham que se relacionar com as outras mulheres do grupo e dependiam disso para sobreviver na comunidade e, por isso, desenvolveram um cérebro mais social. Os homens, por sua vez, lidavam com um grupo de caçadores, não precisavam tanto um do outro e se comunicavam menos, apenas com sinais.

 

Moir acredita que a diferença de sexo entre cérebro e corpo pode estar ligada às causas do homossexualismo. “Se a concentração de testosterona no útero está mais baixa do que o padrão para os homens, então o 'centro sexual' do cérebro será feminino e esse homem sentirá atração por outros homens. Se a concentração desse hormônio estiver alta, o 'centro sexual' será masculino e ele sentirá atração por mulheres”, diz Moir.

 

Carl Gustav Jung, discípulo de Freud, desenvolveu alguns conceitos de suma importância na psicologia de orientação analítica, entre eles os de Animus e Anima. 

Animus e Anima são imagens psíquicas do princípio arquetípico masculino (Animus) e feminino (Anima).  A mulher tem dentro de si também o tal do princípio masculino e o homem possui o feminino. Desta forma, Animus e Anima acabam sendo o não-eu, aquilo que a pessoa fundamentalmente não é, como se fosse uma contraposição psicológica à sua estrutura biológica, características do sexo oposto que a pessoa acaba incorporando, em algo denominado por Jung como a “alma”, onde se concentram os valores mais inconscientes do sujeito. Essa parcela de toques do oposto sempre existem; em algumas pessoas quase não são notadas e passam desapercebidos, mas em alguns casos... “Tá na cara!”.

 

 

Anima é o arquétipo que carrega as qualidades de contração, introspecção, acolhimento, o nutrir o outro, maternidade, o cuidar do outro. São qualidades tradicionalmente associadas ao feminino, e que o homem carrega em sua vida psíquica e pode, ou não, desenvolver ao longo da sua biografia.

 

O cultivo e desenvolvimento da Anima pelo homem depende, então, de sua própria vontade. Nos primeiros anos da vida adulta, o homem se vê diante de circunstâncias que frequentemente o impelem à competição, e isso mantém a sua Anima meio adormecida, latente. Essa competição aparece na vida profissional, onde é mais evidente, assim como nos relacionamentos, em que a busca por uma parceira pode tomar ares de uma verdadeira caçada.

 

O desenvolvimento da Anima prossegue na faixa dos cinquenta anos, é quando a Anima amadurece e floresce no homem (sempre lembrando que a opção “ou não” também é válida, afinal de contas somos livres para escolher o rumo de nossas vidas). Assim, nos relacionamentos amorosos e familiares, o homem passa a ser mais carinhoso, afetuoso, emotivo, demonstra mais os seus sentimentos. No trabalho, tem um cuidado maior com os colegas, principalmente com os mais jovens, de quem muitas vezes pode se tornar uma espécie de tutor e protetor.

 

O Diagrama do Supremo Tao, que apresenta os hemisférios cerebrais masculino e feminino,  mostra as diferenças que homens e mulheres apresentam não só no comportamento, mas também na maneira como enxergam e se apresentam no mundo.

 

 

HEMISFÉRIO ESQUERDO

LADO DIREITO DO CÉREBRO

HEMISFÉRIO DIREITO
LADO ESQUERDO DO CORPO

Valorização da fala / Verbal /

Masculino

Aventura / Musical /
Feminino
Lógica-matemática / Claro

Holístico / Escuro

Linear / Detalhe / Inflexível

Artístico / Simbólico / Dócil

Seqüencial / Acima / Mecânico

Simultâneo / Abaixo / Essência

Controlado / Forte

Emocional / Maternal

Intelectual / Céu

Criativo / Terra

Dominante / Poder

Receptivo / Repouso

Material / Movimento

Compreensão simultânea / Tranquilidade

Analítico / Mente Racional

Espiritual / Mente Intuitiva

Leitura / Escrita / Nomes

Percepção de padrões abstratos

Ordenamento Seqüencial

Reconhecimento de figuras complexas

Preto e Branco / Repetitivo

Colorido / Espacial

Fechado / Cauteloso / Analítico

Aberto / Receptivo / Sintético

Cético / Memória

Meditativo / Intuitivo

Ação criativa do Rei

Mente contemplativa do Sábio

 

 

Dentre os principais arquétipos anunciados por Jung, estão aqueles que configuram o psiquismo: a persona, a sombra, a anima, o animus e o Self. A palavra Persona significa “máscara” e representa a forma como nos apresentamos ou somos levados a nos apresentar à sociedade. Assim, possui relações com o nosso Ego Ideal e nem sempre corresponde com nossa identidade real (MAGALHÃES, 1984).

 

Segundo Jung (1985, p. 32) “como seu nome revela, ela é uma simples máscara da psique coletiva, máscara que aparenta uma individualidade, procurando convencer aos outros e a si mesma que é uma individualidade, quando, na realidade, não passa de um papel, no qual fala a psique coletiva”. A máscara é expressa por nossos títulos, ocupações, papéis, nomes que são necessários e dizem respeito a nós mesmos, no entanto, não em um nível mais profundo. A identificação extrema do indivíduo com esses conteúdos ou ainda com os complexos constelados, pode levá – lo ao que Jung (1986) chamou de Inflação.

 

Outro arquétipo o qual no deparamos é o da Sombra. Ela expressa tendências e impulsos que podem ser positivos ou negativos e que negamos em nós mesmos. Geralmente são defeitos e impulsos que não aceitamos como sendo nossos e, portanto, projetamos em outras pessoas (JUNG, 1986). “Portanto, seja qual for a forma que tome, a função da sombra é representar o lado contrário do ego e encarnar, precisamente, os traços de caráter que mais detestamos nos outros” (VON FRANZ, 1964, p. 173). Por isso, ela pode conter forças vitais positivas que devemos elaborar e assimilar ao invés de reprimirmos. Caberia ao Ego realizar essa diferenciação.

 

Com essa dimensão arquetípica, compreendemos que a visão de homem na psicanálise é a de um ser com tendências conflitivas (opostas), com aspectos positivos e negativos. No entanto, esse conflito não é visto como um impedimento à realização. Pelo contrário, o ser humano realiza-se pela superação do conflito, pois este o impulsiona à busca e à transcendência. Aceitar a sombra é aceitar a incerteza, aceitar que falhamos, que muitas vezes não conseguimos, não nos realizamos, nos frustramos, temos defeitos, não ajudamos ou compreendemos ou outros, somos maus.

 

Esses aspectos dicotômicos também estão presentes nos arquétipos anima e animus. A Anima expressa as tendências psicológicas femininas na psique masculina. É a imago materna, já que a primeira projeção da anima do filho é em sua mãe (JUNG, 1986). Segundo Von Franz (1964, p. 177) são características da Anima, os “humores e sentimentos instáveis, as intuições proféticas, a receptividade ao irracional, a capacidade de amar, a sensibilidade à natureza e, por fim, mas nem por isso menos importante, o relacionamento com o inconsciente”. Algumas funções da anima seriam: a escolha da esposa, sensibilização da mente masculina aos seus valores internos, auxiliar no discernimento interno e mediar o contato do ego com o Self.

 

Já o Animus são os aspectos masculinos na psique feminina, correspondendo ao Logos paterno. Suas características são: as convicções, opiniões, argumentos, etc. Atender ao seu animus, auxiliar a mulher a ter mais iniciativa, coragem e objetividade em suas decisões, características essenciais do Logos (palavra, verbo, criação) (ibid.).

 

Esses dois arquétipos mediam nossas relações com o Outro, a alteridade, a diferença, a realização da polaridade (feminino e masculino) (MAGALHÃES, 1984). Eles geralmente são projetados para os indivíduos do sexo oposto. Por esse motivo, a forma como lidamos com o sexo oposto nos fornecem indícios sobre como lidamos com as nossas características femininas e masculinas.

 

Por fim, temos o Self (Si – Mesmo, Selbst) que é o arquétipo central e regulador do psiquismo. É a totalidade psíquica, integrando todos os arquétipos e característica ao seu redor. Jung (1986, p. 29) afirma que “o conceito de totalidade (...) é hierarquicamente superior à sizígia (anima/ aminus) e à sombra, mas mantém uma relação com estes já que a sizígia representa simbolicamente a união dos opostos”, condição indispensável à individuação. Sendo o “núcleo mais profundo da psique”, o Self é expresso simbolicamente em sonhos, contos, histórias, etc, sob diferentes formas.

 

Na mulher pode surgir como uma figura feminina superior como uma sacerdotiza, uma feiticeira, etc. No homem, como um guru, um velho sábio, etc. além disso pode aparecer sob a forma de um ser gigante que contém em si todo o universo, sob seres bissexuais, animais sagrados, uma pedra preciosa (como a pedra filosofal da alquimia, lapis philosophorum), etc. Ele pode se manifestar em nossos sonhos, nos momentos críticos e que devemos tomar importantes decisões ou que períodos de transição (VON FRANZ, 1964, p. 196).

 

Um símbolo bastante significativo do Self é o mandala. Os mandalas (sânscrito, círculo) são figuras circulares e simétricas, considerados um dos símbolos mais antigos encontrados em manifestações artísticas e religiosas de diferentes povos e épocas. Jung (1986, p. 30) percebeu que eles apareciam no processo psicoterapêutico de pacientes, em momento de desorientação e desorganização psíquicas. “Eles (os pacientes) exorcizam e esconjuram sob a forma de círculos mágicos, as potências anárquicas do mundo obscuro, copiando ou girando uma ordem que converte o caos em cosmos”. Por ser superior ao Ego, o Self também foi chamado de Deus, Daimon, Voz Interior, que fornece as direções, a energia (“o impulso ético”) para a individuação (GORRESIO, 1997, p. 115).

 

Ao contrário do que possamos pensar, a individuação não equivale ao individualismo, ou seja, a distinção do homem enquanto uma absoluta individualidade destacada do contexto. A jornada da individuação nos põe em contato com nossos aspectos internos e à medida que aprofundamos esse contato, percebemos a profunda integração existente entre o indivíduo e o contexto. Desse modo, o crescimento psíquico nos põe em contatos mais estreitos com aqueles que nos cercam, pois percebemos que as distinções, em um extremo, não existem. Por isso, podemos pensar que o engajamento social e a assunção da responsabilidade pelo meio são conseqüências desse processo, pois tudo é visto como em um grande sistema de inter-relações.

 

 

 

A bem da verdade, eu também não gosto de ver homens em salão de beleza fazendo as unhas, tratando da pele, fazendo bandagens, essas coisas que revelam uma personalidade metrossexual incorrigível. Há uma clientela masculina que usa e abusa de botox na mídia, caso de alguns artistas e empresários como o Edson Celulari e Roberto Justos, por exemplo. Eu acho horrível!

 

E vocês, o que acham?

 

Acessando a página da Revista Época, Qual é o sexo do seu cérebro?, você vai poder fazer o testa para saber qual o sexo do seu cérebro.

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI65446-15224,00-QUAL+E+O+SEXO+DO+SEU+CEREBRO.html

 

Pesquisa:

 

http://divarosachoque.blogspot.com/2008/10/psicolorgia-ii-ser-um-homem-feminino-ou.html

 

Qual é o sexo do seu cérebro? Revista Época

 

http://blogs.opovo.com.br/astrologia/

 

http://www.symbolon.com.br/artigos/principium.htm

 

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI65446-15224,00-QUAL+E+O+SEXO+DO+SEU+CEREBRO.html

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:20



Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

Pesquisar no Blog

Arquivo

  1. 2014
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2013
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2012
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2011
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2010
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2009
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2008
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2007
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2006
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2005
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D

subscrever feeds



Há quem observa com atenção, senta, e se interessa em saber quem sou.


Blog Brasileiro, do Ceará para o Mundo


Adoro ouvir o barulho da chuva batendo no telhado, tomar banho de cachoeira, observar os pássaros, cuidar de animais, conversar com pessoas, aprender, rir à toa, ouvir música e viajar.
Transito livremente no mundo dos contos, da fantasia, da intuição, e às vezes dos exageros.
Gosto de pessoas com coração e olhos de poeta.
Pisciana, com ascendente em escorpião.
Mulher de Netuno, arquétipo água: mutável, humanista, idealista, sonhadora; aparentemente passiva, mas extremamente reacionária, autoritária, insegura e adaptável.
Mãe da Fernanda e da Camilla, casada com o Fernando.
Terapeuta ocupacional, estudante de psicologia.

Image Hosted by ImageShack.us

Uma eterna peregrinação...
Programa Reviver
Jaqueline Sales


CLIQUE PARA OUVIR


Quantos me visitam...









Uma cidadã lupina no mundo e do mundo



Guest-Book
Image Hosted by ImageShack.us
Livre D'or




Nada é permanente, a não ser a mudança


Uploaded with ImageShack.us
Nascer
Crescer
Aprender
Viver
Mudar
Sofrer
Amar
Morrer
Começar tudo de novo...
Até saber quem somos e a que viemos



A vida em imagens


.¸¸.•*´¨`*•.¸¸.•☆ Infinita e Impermanente como a vida, são as imagens.... ☆.¸¸.•*´¨`*•.¸¸.•




Obrigada pela sua visita!

☆≈≈≈Cinderela, mascote dos Uivos da Loba≈≈≈☆


Jaqueline Sales Sales

Criar seu atalho