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A CASA DOS PERDIDOS

por Keila, a Loba, em 03.01.08

Não era nem grande e nem pequena. Tinha as paredes da fachada castigadas pela ação dos ventos, e o pouco que ficava à mostra estava coberto por densas ramificações de hera que saíam de todos os lados. As janelas mostravam apenas uma bela cortina de motivos florais, e isso impossibilitava ver o movimento no interior da casa; mas a porta, muito larga e muito baixa, vez por outra ficava entreaberta.

O ponto principal da casa era um jardim cheio de cravos, margaridas, petúnias, rosas e gérberas que se deixavam ver por poucos. Para muitos aquele jardim estava morto, salvo o canto dos pássaros e revoadas das borboletas que ocasionalmente quebravam o desencanto de vê-lo. Duas velhas cadeiras brancas com almofadas coloridas eram as únicas peças aconchegantes da varanda, e estas pareciam soberbas ante a verde galhada do jambo que sombreava o canto esquerdo principal do jardim.

Os que moravam na casa eram tantos, e tão diferentes, que aquela casa parecia uma cidade. Vi adultos sorridentes entrarem e saírem de lá tão tristes que dava dó, mas também vi crianças entrando com as mãos vazias e de lá saírem carregando brinquedos coloridos. Às vezes as mulheres ficavam pensativas ante o caminho que as conduziriam a porta, choravam, punham as mãos na cabeça, mas entravam, e saíam bem mais tarde com um minúsculo e presente brilho nos olhos. Vi um idoso saindo da casa trajando um grosso roupão de banho levar imensas malas de viagem e bagagem de mão apenas para dar uma volta no quarteirão. Também deixei de ver pessoas que entravam e saíam de lá desaparecerem, sumirem de vez, sem que jamais as visse em qualquer outro lugar. Um dia, no início da noite, uma carruagem parou defronte a casa e nela subiram, abraçados e sorridentes, um magérrimo homem aranha e uma cinderela que tinha quase dois metros. O que sei, com absoluta certeza, é que um gatinho siamês era visto todos os dias correndo na grama verdinha do jardim.


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Às vezes ouviam-se gritos, lamentos e palavras obscenas saídas da casa, e esses ruídos eram intercalados com uma música de fundo que parecia a trilha sonora de uma vida largada e vazia. Lembro-me de uma noite em que diferentes pessoas se viram magnetizadas pela Lua cheia e se encontraram no jardim, acenderam fogueira, cantaram musicas alegres e tocaram violão. Nessa noite vi dança, também vi pessoas de mãos dadas, vi abraços, beijos e felicidade, ouvi sorrisos, promessas, mas uma chuva forte e inesperada pôs algumas pessoas para o interior da casa às pressas. Percebi que a grande maioria dos que riam alto, dos que beijavam e cantavam correram para todos os outros destinos que a rua permitiu, e apenas um homem aparentemente desequilibrado continuou entoando as canções daquela noite memorável. Depois a chuva parou, e por toda a madrugada a casa pareceu vazia e mal-assombrada.

As pessoas passavam pela calçada da casa dos perdidos e sentiam-se atraídas por uma misteriosa energia que parecia ter aquela construção. Eu, muito curioso, outro dia passei defronte e vi a porta entreaberta, vi o gatinho preguiçosamente deitado na almofada da cadeira e o peguei no colo, mas uma gargalhada ruidosa chamou a minha atenção. Não resisti e entrei. Foi quando vi um homem de meia idade sentado ao chão da sala minimalista, falando ao telefone celular com um aparente amigo, pichando a parede principal com generosas pinceladas de tinta numa mensagem que dizia: Tudo passa. O restante da parede era negro, vermelho, azul, amarelo, verde...

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publicado às 02:19


51 comentários

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De plum a 03.01.2008 às 17:29

Vim deixar-te um grande abraço!!!!!****
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De Keila, a Loba a 07.01.2008 às 15:56

...E eu estou com os braços abertos e os olhos fechados para sentir toda a energia que emana desse gesto amigo e simpático, Plum, pois considero o abraço uma forma de encontro muito especial.

Que abraço mais gostoso, menina!!
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De Ana a 03.01.2008 às 18:57

Eu conheço esse conto e acho muito lindo.

Passando pra desejar um ano novo legal dona loba.
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De Keila, a Loba a 04.01.2008 às 16:34

Ana, amiga, eu escrevi esse texto em dezembro passado enquanto aguardava notícias do tio do meu marido, alguém não muito simpático, mas que nos ajudou nos momentos mais difíceis da vida. Ele me fez entender que não precisamos de sorrisos para sermos bons, mas precisamos de ações para materializar e perpetuar quem somos. A casa do "Tio Genésio" era um lugar mágico que reunia toda a família, e era incrível como alguns entravam lá carregando os piores problemas do mundo, mas saíam livres, leves e felizes como uma folha levada pelo vento.

Foi o Tio Genésio quem me inspirou a escrever o texto, de forma que eu sou a autora.

BeijUivooooooooooossssssssssss pra você, amiga
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De O Arabe a 03.01.2008 às 19:38

Tudo passa, sim, amiga... menos as casas dos nossos sonhos. :) Belo texto!
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De Keila, a Loba a 07.01.2008 às 16:00

É interessante com o que diz é verdade, Árabe, pois em meus sonhos sempre vivencio cenas da minha casa paterna e materna em situações absolutamente vívidas. Já me perguntei o por quê de tantas vivências ali, mas creio que a saudade e o amor familiar me levam às mesmas cenas. Estranho e até mesmo esperado esse fato.

BeijUivooooooooooosssssssss pra ti, amigo.
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De Flávio a 03.01.2008 às 19:40

Passando para agradecer o selinho... e dizer que adorei o texto! :) Bjs
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De Keila, a Loba a 07.01.2008 às 16:08

Eu também te agradeço, Flávio, pela amizade com que você recebeu e repassou o selinho. Pode parecer bobagem, mas isso égenerosidade e cuidado, querido. Portanto, obrigado.

BeijUivooooooooooooosss pra você
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De Fernanda a 04.01.2008 às 08:50

Eu diria que a casa dos perdidos é o próprio Mundo. Sim, tudo passa, e mais um ano que passou; neste que começa desejo que tenhas paz, amor e saúde, Keila!
Beijo
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De Keila, a Loba a 08.01.2008 às 17:09

Você tem razão, Fernanda. Essa loucura mundializada nos faz muito mal, mas ocasionalmente nos faz tanto bem!!

Eu te desejo toda a paz, a saúde e a alegria que o promissor 2008 nos reserva. Feliz ano novo pra você também, querida.
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De Nilson Barcelli a 04.01.2008 às 11:10

Oi Lobinha, mas que história mais fantástica.
Fez-me lembrar uma casa dos espíritos...
Vc é uma contadora de histórias, adoro ler os seus contos.
Beijinhos.
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De Keila, a Loba a 08.01.2008 às 17:22

É bem fantástica mesmo, Nilson. Interessante é que as distorções narrativas que prezo em cita-las traduzem muito bem o momento emocional que estava atravessando. Louco, né?

Obrigada por me dizer que gosta de ler as minhas loucuras, viu, amigo?

Te AdorUUUUUUUUUiiiiiiivooooooooooooooooooooooo
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De Kyaya° a 04.01.2008 às 13:44

Oi amiga! :)

Adoro estórias narrativas... Justamente pela facilidade que temos em imaginar cada passo dos personagens e até mesmo, nos ver dentro do enredo...
Vários são os rumos que cada um de nós toma... E o que nos faz optar por esses caminhos, são os nossos princípios e valores... Em alguns momentos até abrimos mão deles para experimentar o desconhecido, mas quando caímos na realidade, percebemos que nem sempre vale a pena abrir mão do que é tão certo. Arriscar faz parte, mas só se for feito com sabedoria... ;)
Fiquei imaginando a casa e deu vontade de poder ter a oportunidade de conhecer uma casa semelhante a essa! :)

Quanto ao vírus, amiga... O que eu sei é que já pelo simples fato de vc ter o internet explorer, seu pc já está vulnerável a receber esses vírus, usando ou não a internet. E nesse programas que baixam arquivos, há pessoas de má fé mesmo que preparam programas de vírus para enganar os outros... Também tem os e-mails, que mesmo sendo de amigos, ainda sim corre-se o risco de adquirir vírus se a máquina dos seus amigos estiver contaminada. Eles podem não saber e aí, passando o e-mail pra vc, a sua máquina também se contamina, entende? Procure passar o anti-vírus em todos os arquivos anexados em e-mails pra vc, nos programas que baixar do E-mule, antes de abrí-los, ou clicar neles... Isso já ajuda um pouquinho. Espero que seu pc esteja melhor e no mais, que a sua vida esteja mais calma. ;)

Beijos
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De Keila, a Loba a 08.01.2008 às 17:27

Você é suspeitíssima pra dizer que gostou, Cibele, pois é minha amiga incondicional; e amiga incondicional, uivaaaaaannnte, adoradora da Lua e das estrelas... eita, sei que vale dizer que gostou não, viu? rsrsrsrsrsrsrs

Te adoro, amigo querida.
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De Lucineide Nobre a 04.01.2008 às 16:42

Caríssimas mulheres!

Em fevereiro próximo, na fase da Lua Nova, estaremos iniciando uma nova série de encontros "Mulheres em Círculo na Lua Nova", em versão mais sistematizada, levando em conta a experiência anterior, ocorrida de jul à dez/2007. O folder, com as informações, segue anexo.
Verifique o calendário e não deixe a inscrição pra depois, assegurando assim sua participação.

Nosso círculo será configurado com até 18 mulheres (comigo), não mais que isso. Juntas vamos nos apoiando mutuamente num círculo virtuoso, sustentado no legado ancestral e arquetípico da civilização de parceria e de satisfação mútua na convivência entre homens e mulheres, que predominou até por volta de dez mil anos atrás, e que foi intencionalmente sufocado pela supremacia patriarcal.
As informações e reflexões compartilhadas, a con..vivência, a celebração em círculo, podem nos favorecer no sentido da restauração da plenitude feminina e inteireza do ser em nós. Nesse exercício deliberado de cuidado em comunhão (comum - união), por ressonância também contribuimos efetivamente com a expansão da harmonia na totalidade.

Na série anterior, à pedido de participantes do primeiro encontro nós vivenciamos a inclusão de mais algumas mulheres à partir do segundo encontro - amigas das amigas, que não haviam tomado conhecimento do meu convite inicial. Doravante, isso não irá mais ocorrer. O círculo vai continuar somente com as mulheres presentes desde o primeiro encontro, previsto para 14/Fev. Sendo assim, fica aqui a sugestão para que vocês repassem logo esse convite (com o folder) para aquelas amigas que vocês desejam corporificadas também nesse Círculo.

A espiral tríplice que consta no folder - Triskel - é um símbolo presente em diferentes representações da arte e da cultura celta. Esse símbolo nos remete à inteireza do Ser: corpo, alma e espírito e simboliza também a criação do mundo. É um símbolo de poder usado no Feng Shuí para neutralizar desarmonias cósmicas, terrestres e humanas, além de favorecer o amor e a abundância.

A participação em cada círculo ocorrerá mediante a inscrição antecipada, equivalente a R$25,00, cujo prazo máximo é a segunda-feira da semana do encontro. É muito importante que cada uma se organize em relação ao horário estabelecido no folder, haja vista que alguma chegada após a harmonização inicial, bem como retirada antes da conclusão, vai interferir no campo energético ativado no círculo.

Os círculos de mulheres ocorrem em diferentes regiões do mundo, e segundo Jean Shinoda Bolen, autora do livro "O Milionésimo Círculo", entre outros, a perspectiva é que ao ser configurado uma quantidade significativa de círculos, ocorra uma transformação substancial em nossa civilização (teoria morfogenética).

Na sinergia do círculo, vamos nos conectando, afetuosamente. Lucineide

"Circulo Mulheres da Terra

Somos Mulheres irmãs.
Mulheres com a mesma ânsia, com a mesma inquietação.
Temos a mesma questão em nosso íntimo...
Não nos sentimos adaptáveis ao mundo.
Discordamos da maneira como caminha a humanidade..
Esse mundo nos parece inorgânico, incoerente e em desarmonia com nossa alma.
Não temos vontade de nos igualar ao homem...
Não concordamos com a tese de que Homem e Mulher são iguais. Não somos.
E não vemos problema algum nas diferenças.
Amamos nossos companheiros verdadeiramente.
Nossos filhos são nossos mestres e amigos
e queremos aprender com nossas mães, avós e antepassadas
Exercitamos nosso poder de escolha e
acreditamos que somos responsáveis pela nossa realidade...
Sabemos que podemos mudar o mundo
se exercitarmos a Consciência e a União.
Não queremos PODER, porque este já nos pertence desde nossa criação.
Escolhemos fazer da Terra um grande circulo de Mulheres
conscientes e responsáveis pelas gerações vindouras.
Acreditamos no PODER do circulo e da UNIÃO.
Somos Mulheres da Terra.
Somos um circulo de mulheres irmãs.
Somos uma Irmandade e estamos unidas e nos ajudamos mutuamente,
Assim na Terra como no Céu..."

Agenda de encontros:
14/Fev, 13/Mar, 10/Abr, 8/Mai, 5/Jun e 3/Jul (ambos, em noites de quinta-feira, das 19 às 21:30 hs).

Local:
Av. Monsenhor Tabosa, 1060, apto. 801, Fortaleza -Ce

Mais informações: 85-3219.5096 ou lucineidenobre@yahoo.com.
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De Keila, a Loba a 08.01.2008 às 17:38

Obrigada por nos orientar sobre tão especial encontro, Lucineide. Pena que nem todas as lobas daqui possam participar, pois quase todas moram no sul e sudeste, né? Mas estarei lá, amiga.

Obrigada. As portas estão abertas para você e para os demais da Unipaz.

BeijUivoooooooooooooossssssssss
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De Ba a 04.01.2008 às 17:05

Sorrindo, embaraçado, ao espelho
E revejo-me na descoberta do amor,

na abertura dos sentidos,

na exposição dos sentimentos...

E sinto as feridas saradas,

e as que ainda latejam...

E penso:

O amor não se compõe por encomenda.

Foi minha ultima publicação. Agora eu quero voltar e sentir outras coisas
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De Keila, a Loba a 08.01.2008 às 17:44

Que bom que veio me ver, amiga! Você é sempre bem vinda à blogesfera pela sua sensibilidade e extrema inteligência, por isso não demore. Sua escrita delicada, o seu jeito de tocas as pessoas não pode ficar perdido no tempo passado.

BeijUivooooooooooooooosssssssss da Loba
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De bené chaves a 04.01.2008 às 23:34

Oi, amiga: bela reflexão! 'Onde os sonhos são reais e a vida não'.
Quisera que pudéssemos realizar tal epígrafe.

Um beijo novinho em folha...
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De Keila, a Loba a 05.01.2008 às 00:23

Bené, quisera ser minha a frase citada na gif da árvore, mas ela foi composta pelo Chico Buarque de Holanda. Eu a pesquei de um trecho da musica o "Circo Místico", por sinal cada letra arrepia mais que a outra. Lindona, né?

BeijUivooooooooooosssssss enluarados pra você, meu grande amigo.

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