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ATÉ QUE O SEXO NOS SEPARE....

por Keila, a Loba, em 30.01.10

 

 

 

O Dharma fundamental do ser humano é aprender a amar; e sem compreender direito que o amor é a mais importante forma relacional de expressão, algumas vezes falamos inconsequentemente que amamos alguém sem ao menos perceber o poder e a importância da palavra AMOR. 

Há quem diga que é sábio perceber que o amor é um remédio, e que ninguém cura ninguém, e que ninguém se cura sozinho. Curamo-nos e somos curados no encontro. É através do encontro que ocorre a alquimia transformacional: o encontro com o próprio ser, com o outro, com a natureza, com o mistério inefável.

Por que não é fácil amar?

Por que alguns amam de forma tão agressiva?

Porque, para alguns, amar é sinônimo de violar condutas morais e sociais?

A sexualidade humana é definida como um conjunto de representações vivenciais, valores, regras, determinações, simbologias existenciais pessoais e coletivas que envolvem a questão da identidade sexual do homem e da mulher. Porém, relatos de comportamento sexual incomum existem desde a Antigüidade.

 

Na mitologia grega há casos de adultério, incesto e promiscuidade. Na Roma Antiga, rituais orgiásticos faziam parte do calendário religioso. Com o decorrer dos séculos, a percepção do sexo, "desviante" ou não, era determinada pela moral. Foi apenas no século 19 que desvios sexuais tornaram-se tema da medicina, deixando de ser uma "imoralidade" e passando a ser uma "doença".

 

FRASE DE DONATIEN-ALPHONSE-FRANÇOISE DE SADE, O MARQUÊS DE SADE, NA INTRODUÇÃO DE SEU LIVRO, “OS 120 DIAS DE SODOMA”.

“Amigo leitor, prepara teu coração e teu espírito para o relato mais impuro já feito desde que o mundo existe. Você está sendo convidado a mergulhar num mundo em que tudo é liberado: Incesto, homossexualismo, pedofilia, masoquismo, felação, necrofilia, orgias e demais violações das normas da sociedade. 

 Local: Castelo Silling

Data: 30 de outubro de 1784

Proposta: Durante 120 dias, 44 pessoas se entregarão aos mais secretos – ou nem tanto – deleites de quatro libertinos. Esqueça seus pudores, seus medos, seus questionamentos morais. Aqui não há  lugar para eles”.

 

Diante dessa “perplexidade literária e real”, pode ser bastante útil buscar inspiração sobre os pressupostos antropológicos do amor-infantil.

A primeira estação do amor, a infância, corresponde à grande Odisséia que é aprender a amar. O s gregos usavam uma palavra para este primeiro estágio, representado pelo bebê sugando o seio da mãe: Pornéia.  O amor da criança é o amor físico da fome, da sede, dos reflexos primitivos, sendo a forma de amor que permite a criança buscar a mãe para ver saciados seus instintos básicos e mais primitivos de sobrevivência. 

De Pornéia deriva a palavra pornografia, que é o amor do bebê que precisa mamar, comer, sugar o outro. O normótico se reduz a esse tipo de amor porque reage de forma instintiva tentando sugar, consumir o outro, exaurir o outro para encontrar-se.

O QUE É NORMAL E O QUE É ANORMAL,  EM SE TRATANDO DA SEXUALIDADE HUMANA?

Em 1905, Sigmund Freud publicou Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade, que delineou uma teoria do desenvolvimento psicosexual com 3 fases distintas:

1-      O estágio oral (0 - 1,5 anos) onde sua principal região de prazer é a boca;

2-      O estágio anal (1,5 - 3,5 anos) quando região de prazer se desloca para o ânus;

3-      O estágio fálico (3,5 - 6 anos),  quando a criança se dá conta da diferença de sexos, tendendo a fixar a sua atenção libidinosa nas pessoas do sexo oposto. É a fase da masturbação.

 

A famosa frase, “Atrás de quatro paredes, vale tudo no sexo”, parece um convite que nos permite lembrar que nossas práticas sexuais podem remontar às fases da sexualidade infantil. Na atualidade, sexo sem os ditos “fetiches”, as “brincadeirinhas sexuais”, socialmente indicam que o casal não é criativo na cama. O tema é tão atrativo e atual que certamente você, leitor, já ouviu falar, ou até já foi convidado, a integrar um Curso de Artes Sensuais.

 

Na atualidade, para desfrutar de uma vida a dois prazerosa há de se incrementar o sexo usando artifícios incontáveis. O fato é que quase todas as "novidades" passam pelas práticas nada ortodoxas, motivo que nos leva a questionar a normalidade ou a anormalidade sexual nos tempos atuais.

 

Mas há um fato tão real quanto incômodo a pensar: grande parte dos nossos adolescentes creem que "farão amor" com seus parceiros da forma como o sexo é mostrado nas fitas pornográficas. E mais: a pornografia é vista como uma sala de aula; como um manual do que será preciso fazer para buscar e dar prazer.

 

O comportamento sexual humano é diversificado e determinado por uma combinação de vários fatores, tais como os relacionamentos do indivíduo com os outros, pelas próprias circunstâncias de vida e pela cultura na qual ele vive. Por isso é muito difícil conceituar o que é "normal" em termos da sexualidade.

O que se pode afirmar em relação a isso é que a normalidade sexual está relacionada ao fato da sexualidade ser compartilhada de forma que o casal esteja de acordo com o que é feito, sem caráter destrutivo para o indivíduo ou para o parceiro, e não afronta regras comuns da sociedade em que se vive.

A anormalidade pode ser definida quando há uma fixação em determinada forma de sexualidade ou em determinada pessoa, ou ainda quando a pessoa não consegue desfrutar de outras formas de prazer.  

A anormalidade pode ser definida quando:

1-      Há uma fixação em determinada forma de sexualidade;

2-       A pessoa não consegue desfrutar de outras formas de prazer, como, por exemplo, no voyeurismo em que só consegue obter prazer ao masturbar-se, observando pessoas sem o consentimento delas;

3-      A pessoa não consegue ter relacionamento sexual com outras pessoas.

Mas o fato é que há uma variedade de desvios de conduta sexual que mostram, enfim, que as sociedades antigas, especialmente a sociedade romana, foi tão doente como é adoecida a sociedade atual.  

 

Aprendemos com os antigos as práticas sexuais desviadas, ou adoecidas, em suas condutas enquanto ações na busca de dar e receber amor?

 

Uma parafilia (do grego παρά, para, "fora de",e φιλία, philia, "amor") é um padrão de comportamento sexual no qual, em geral, a fonte predominante de prazer não se encontra na cópula, mas em alguma outra atividade. São considerados também parafilias os padrões de comportamento em que o desvio se dá não no ato, mas no objeto do desejo sexual.

 

Ver a lista em http://pt.wikipedia.org/wiki/Parafilia

 

1-      Exibicionismo: É um desvio sexual manifestado pelo desejo incontrolável de obter satisfação sexual no fato puro e simples de exibir os órgãos genitais a outros;

 

2-      Frotteurismo: Excitação sexual resultante da fricção dos órgãos genitais no corpo de uma pessoa completamente vestida, no meio de outras pessoas, como nos trens, ônibus e elevadores;

 

3-      Masoquismo: Tendência ou prática parafílica, pela qual uma pessoa busca prazer ao sentir dor ou imaginar que a sente. Em um sentido extenso pode-se considerar como masoquismo também a forma de prazer com a humilhação verbal;

 

4-      Sadismo: Denota a excitação e prazer provocados pelo sofrimento alheio;

 

5-      Voyeurismo: É uma prática que consiste num indivíduo conseguir obter prazer sexual através da observação de outras pessoas;

 

6-      Zoofilia: Parafilia definida pela atração ou envolvimento sexual de humanos com animais de outras espécies;

 

7-      Necrofilia: Parafilia caracterizada pela excitação sexual decorrente da visão ou do contato com um cadáver. O fenômeno da necrofilia é conhecido desde os mais remotos tempos da história humana, podendo ainda hoje ser observado como costume comum (às vezes até sacralizado) em certas tribos africanas e asiáticas;

 

8-      FIST FUCK, FISTING OU FIST FUCKING: É uma prática sexual que envolve a inserção da mão (brachio vaginal) ou antebraço no ânus (brachio procticus);

 

9-      Bondage: É um tipo específico de fetiche, geralmente relacionado com sadomasoquismo, onde a principal fonte de prazer consiste em amarrar e imobilizar seu parceiro ou pessoa envolvida. Pode ou não envolver a prática de sexo com penetração;

 

10-   Corpofilia ou Excrementofilia: Prazer durante a evacuação ou através da manipulação das fezes;

 

11-   Apotemnofilia: É uma parafilia caracterizada pelo desejo de se ver amputado em uma ou mais partes do corpo;

 

12-   Emetofilia: É a excitação obtida com o ato de vomitar ou com o vomito de outro. Também conhecido como "banho romano" a prática pode se estender para um outro tipo de parafilia denominada "Emetofagia" nesse caso a excitação é obtida através do ato de comer ou ingerir vômito, o que geralmente é recíproco de ambos os parceiros dessa prática.

 

 


 

O sexo entre um casal deve ter limites?
Sim. Tudo deve ter limites principalmente no sexo
Não. Casais que se gostam fazem sexo sem limites
Depende do momento e do envolvimento do casal
É complicado...
Variar é saudavel mas deve-se respeitar o outro
Votar
resultado parcial...


E para encerrar esse breve tour psicanalítico, embora considere que não foi possível falar sobre alguns pontos principais sobre esse assunto tão complexo, encerro o post com uma

crônica de Luiz Fernando Veríssimo.

 

  

Eu nunca havia entendido porque as necessidades sexuais dos homens e das mulheres são tão diferentes. Nunca tinha entendido isso de 'Marte e Vênus'. E nunca tinha entendido porque os homens pensam com a cabeça e as mulheres com o coração.

 

Uma noite, semana passada, minha mulher e eu estávamos indo para a cama.

Bom, começamos a ficar a vontade, fazer carinhos, provocações, o maior 'T' e, nesse momento, ela parou e me disse:

 

- Acho que agora não quero, só quero que você me abrace...

Eu falei:- O QUEEEEEEEEEEEEEEEEÊ???

Ela falou, “Você não sabe se conectar com as minhas necessidades emocionais como mulher”.

 

Comecei a pensar no que podia ter falhado. No final, assumi que aquela noite não ia rolar nada, virei e dormi.

 

No dia seguinte, fomos ao shopping.  Entramos em uma grande loja de departamentos... Fui dar uma volta enquanto ela experimentava três modelitos caríssimos.  Como não podia decidir por um ou outro, falei para comprar os três.  Então, ela me falou que precisava de uns sapatos que combinassem a R$ 200,00 cada par.  

Respondi que tudo bem. Depois fomos a seção de joalheria, onde escolheu uns brincos de diamantes. Estava tão emocionada!! Deveria estar pensando que fiquei louco.  Acho até que estava me testando quando pediu uma raquete de tênis, porque nem tênis ela joga.  Acredito que acabei com seus esquemas e paradigmas quando falei que sim.  Ela estava quase excitada sexualmente depois de tudo isso.

 

Vocês tinham que ver a carinha dela, toda feliz!  Quando ela falou: - Vamos passar no caixa para pagar, amor?  Daí eu disse: - Acho que agora não quero mais comprar tudo isso, meu bem...  Só quero que você me abrace!!!   Ela ficou pálida. No momento em que começou a ficar com cara  de querer me matar, falei: - Você não sabe se conectar com as minhas necessidades financeiras de homem.

 

Vinguei-me... mas acredito que o sexo acabou para mim até o Natal de 2010.

 

Fotos captadas no Google Imagens, expostas na net

 

Pesquisa:

O Espírito na Saúde, Editora Vozes

http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?388

 

http://rogerrodrigues.wordpress.com/2009/06/16/

 

http://falandonaquilo.blogtv.uol.com.br/2009/07/16/comportamento-sexual-compulsivo-e-toc-transtorno-obsessivocompulsivo

 

http://www.achetudoeregiao.com.br/sexo/sexualidade_infantil.htm

 

http://saude.terra.com.br/interna/0,,OI156761-EI1517,00.html

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Parafilia

 

 

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publicado às 05:26


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De Tatiane de Oliveira a 31.01.2010 às 00:13

TERREMOTO NA REALIDADE
Mãe Terra (Gaia) através de Pepper Lewis
29 de janeiro de 2010

Um querido amigo meu foi atingido pelo pânico desde a leitura de uma terrível advertência sobre terremotos devastadores que deverão atingir a Califórnia. Outro amigo me enviou um e-mail sobre a economia dos Estados Unidos entrar em completo colapso, resultando em fome, violência, etc. Aparentemente, o “profeta” sonhou que seria assim e decidiu publicá-lo no Facebook. Desnecessário dizer, a data prevista decorreu sem incidentes, mas sem antes espalhar o medo como um fogo selvagem. Surpreende-me que haja tantas previsões catastróficas e que as pessoas as estejam levando a sério. Onde está o nosso bom senso?

O bom senso seria se as pessoas realmente compartilhassem os sentidos que elas têm em comum uns com os outros, incluindo habilidades intuitivas, seqüência telepática, faculdades intelectuais (raciocínio) e a consciência coletiva. Todas estas estão baseadas na compreensão natural da humanidade de si mesma. O bom senso é o espaço verdadeiro no qual todos os sentidos se unem. Este dado dos sentidos é então processado e imediatamente disponibilizado ao indivíduo, cuja percepção cumpre a função seguinte. Os indivíduos têm o senso comum baseado no que a sua própria experiência pessoal e social lhes têm mostrado. Uma vez que todas as várias sensações foram categorizadas, elas estão prontas para serem transmitidas ao grupo ou à consciência coletiva. Atualmente o termo senso comum se refere às crenças ou proposições que a maior parte das pessoas consideraria como prudentes e sensatas, sem dependência do conhecimento esotérico, estudo ou pesquisa. Então por que tantas pessoas levam as previsões catastróficas tão a sério?

A verdade simples é que a humanidade acredita na possibilidade de sua própria extinção. Ela testemunhou e até participou da extinção de outras formas de vida terrestre e estudou uma variedade de prováveis teorias para a extinção de alguns dos seus próprios antepassados. Seus livros sagrados sugerem que tanto as forças naturais quanto as não naturais, têm ou tiveram poder sobre vocês, e que vocês têm que lutar para progredir na vida. A escritura comum a várias religiões também fala de seres celestiais que trabalham incansavelmente em seu interesse, defendendo e preservando a sua vontade nesta vida e além. Os seres humanos são os únicos seres na terra que sabem que eles morrerão, e vocês esperam que a doença, a velhice ou uma catástrofe sem precedentes os levarão um dia a outro lugar. Este é um tempo de mudanças sem precedentes e não é surpresa que vocês estejam buscando precauções e preparações.

O ARGUMENTO CATASTRÓFICO

A memória celular coletiva da humanidade mantém registros de cada evento de sua história, incluindo aqueles que poderiam ser chamados de eventos catastróficos. Um evento catastrófico é uma ocorrência específica, plausivelmente verificável ou hipotética, que tem um efeito excepcionalmente destrutivo sobre a raça humana. Os eventos catastróficos hipotéticos incluem importantes rupturas na civilização humana, extinção da vida humana, destruição do planeta Terra e até mesmo a aniquilação do Universo.

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De Ta a 31.01.2010 às 00:14

CONTINUA...

O ARGUMENTO CATASTRÓFICO

A memória celular coletiva da humanidade mantém registros de cada evento de sua história, incluindo aqueles que poderiam ser chamados de eventos catastróficos. Um evento catastrófico é uma ocorrência específica, plausivelmente verificável ou hipotética, que tem um efeito excepcionalmente destrutivo sobre a raça humana. Os eventos catastróficos hipotéticos incluem importantes rupturas na civilização humana, extinção da vida humana, destruição do planeta Terra e até mesmo a aniquilação do Universo.

Mais de 50% de vocês acreditam que pelo menos um destes cenários é possível, e uma porcentagem até maior acredita que tal evento seria provavelmente feito pelo homem. Os cenários catastróficos podem ser divididos em três categorias principais, ocorrências naturais, cenários artificiais e eventos sobrenaturais.

As ocorrências naturais poderiam incluir um evento geológico global, pandêmico, uma explosão de raios gama ou outra irradiação cósmica devastadora, uma re-orientação abrupta do eixo de rotação da Terra, uma diminuição ou um aumento drástico da liberação do poder do Sol, um evento de impacto, tal como uma colisão com um grande meteoro, asteróide ou cometa, uma súbita mudança nos fatores constantes físicos que governam o universo, a aproximação de um buraco negro, mudanças climáticas severas e mais. Um conhecimento superficial de eventos feitos pelo homem a serem considerados, incluem o esgotamento de recursos planetários importantes e necessários, uma guerra nuclear, química ou biológica, uma revolta cibernética, o aquecimento global incontrolado, o Grande Colisor (ou Colisionador) de Hádrons (é o maior acelerador de partículas do mundo, e a colisão é entre prótons), e mais.

Eventos sobrenaturais consistem de todas as outras possibilidades que não podem ser explicadas ou incluídas nas duas categorias anteriores, como um ato de retribuição divina ou uma purificação, e que poderia ser inspirado pelo Juízo Final ou outra circunstância religiosa.

Argumentos pró e contra os cenários catastróficos são quase tão antigos quanto a Terra, mas aumentam e caem na popularidade, de acordo com os dados empíricos, doutrina religiosa, descobertas arqueológicas, previsões e pressuposições, mudanças na contagem do calendário, e crenças espirituais ou místicas. A Humanidade está experienciando atualmente um momento de elevada sensibilidade sob este aspecto e a sua excitação e ansiedade continuarão a aumentar no futuro próximo. O ramo da filosofia mais preocupado com este fenômeno é apropriadamente denominado, Escatologia, que é o estudo do que se acredita como os eventos finais na história do mundo, ou o derradeiro destino da humanidade, também conhecido como o final do mundo ou o final dos dias. Curiosamente, as tradições místicas vêem o final do mundo metaforicamente, como o final da realidade comum e a reunião com o Divino. Em contrapartida, o destino derradeiro da humanidade é ensinado por muitas religiões tradicionais como um evento real, futuro, que foi profetizado em textos sagrados.

Distinções em períodos históricos e medições do tempo contribuíram também para as diferenças no significado teológico. Nas tradições místicas, o final do tempo diz respeito à fuga do confinamento de uma determinada realidade. Algumas religiões, por outro lado, cujas interpretações são mais literais, acreditam na destruição física do planeta e/ou todas as coisas vivas nele. Um sistema de crenças mais moderno e relacionado, apocalíptico, que inclui tanto os seguidores religiosos, quanto os seculares, acredita em uma violenta ruptura e destruição do mundo e na consumação, aperfeiçoamento e criação do próximo mundo. Tais crenças geralmente incluem a sobrevivência da raça humana em alguma nova forma, e em uma nova era.

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De Tatiane de Oliveira a 31.01.2010 às 00:15

CONTINUA...

O FENÔMENO 2012

Hoje o fenômeno 2012, tem sido o foco, e pelo menos nos próximos anos, qualquer desafio ou mistério associado à vida humana na Terra, de algum modo será atribuído ao fenômeno de 2012. Basicamente, o fenômeno de 2012 consiste em um conjunto de crenças e proposições que sugerem que um ou mais eventos transformadores ocorrerão no ano de 2012, com uma ênfase em 21 de Dezembro (solstício de inverno, aqui no Brasil é o solstício de verão), como o dia mais significativo do ano. O fenômeno 2012 não é novo e tem sido uma parte da especulação arqueastronômica humana(a arqueastronomia descobre aos poucos como os povos antigos sabiam a época certa para plantar, colher, fazer suas festas e os sacrifícios religiosos), desde pelo menos 3113 A.C., medido aproximadamente em anos astronômicos.

21 de Dezembro de 2012 é o último dia do quarto mundo no Calendário Maia de Longa Contagem, o final de um ciclo de 5.125 anos. Outras culturas Mesoamericanas Pré-Colombianas (Olmecas, Maias e Aztecas), usavam calendários semelhantes, e tinham crenças recíprocas sobre a criação e o propósito do calendário. Algumas destas incluem as datas da criação mítica, construções numerológicas e profecias de seres extraterrestres.

O calendário Maia incluía calendários e almanaques que eram usados para determinar qual era o dia, se era um dia civil ou cerimonial (divino), qual deus regia o dia, e como as colheitas poderiam prosperar em um determinado ciclo. É importante notar que o calendário Maia, como é chamado hoje, não se originou com os Maias, mas com os seus antepassados, os Toltecas, e com aqueles antes deles também. Uma versão do calendário levava em conta não somente a data, mas também a influência do tempo sobre o relacionamento linear com respeito ao passado distante e o longínquo futuro. De um ponto de partida mítico (origem), o calendário foi capaz de referir, ou prever com grande precisão, a relação de uma data com a outra, ou com o próprio calendário. É assim que eles chegaram em 21 de Dezembro, como o Final do Quinto Mundo. Os Maias também se mantinham informados dos ciclos lunares e dos ciclos de outros planetas, mais especificamente o de Vênus.

A cultura e o calendário Maia foram grandes professores para a humanidade, e um ponto específico de referência para os espiritualistas, para os pensadores da Nova Era, para os futuristas e outros estudantes da vida. A interpretação da Nova Era do fenômeno de 2012 está fortemente enraizada na cultura Maia, mas dividida em suas crenças. Enquanto alguns acreditam que a Terra e os seus habitantes (alguns ou todos) passarão por uma transformação física e espiritual que marcará o início da nova era, outros acreditam que a data de 2012 marca o início de um período destrutivo e apocalíptico de grande mudança, no qual a humanidade será mais dividida, desafiada adversamente pela natureza e outras forças e com um número muito reduzido. Ambas as idéias continuam a proliferar, produzindo teorias e conjeturas que desorientam, mistificam e assustam os pensadores lógicos e os teóricos irracionais também. Curiosamente, o Calendário Maia clássico não sugere ou prevê uma desgraça iminente ou catástrofes específicas de qualquer tipo. Até entre os Maias modernos há pouco consenso universal sobre o que, se alguma coisa, a data poderia significar ou trazer.

Tentativas por acadêmicos, tais como os astrônomos e cientistas naturais de dissiparem as teorias e rumores sobre 2012 foram quase totalmente sem êxito. Os estudiosos contemporâneos continuam a rejeitar as previsões apocalípticas, argumentando que a data é muito irrelevante e que o material aceitável ou disponível da fonte, é escasso, contraditório e sem fundamento. Os receios ligados à elite intelectual sobre 2012 com aqueles que surgiram por volta do ano 2000, citam esta referência como uma análise adequada do fenômeno, e, entretanto, o fenômeno persiste. Por quê?

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De Tatiane de Oliveira a 31.01.2010 às 00:17

O PRINCÍPIO DA ADAPTAÇÃO

A evolução humana está amplamente baseada na adaptação física e psicológica, uma concepção relativista que explica saltos na consciência coletiva, assim como novas eras ou ciclos. A adaptação leva a mudanças, tanto nas crenças quanto no comportamento, e auxilia a humanidade a ir além dos limites da racionalidade, o que, por sua vez, permite que a humanidade resolva questões recorrentes sobre a descendência (linhagem) humana e os problemas atuais de natureza ambiental. Comportamentos e emoções que sejam universais ou pelo menos que envolvam dois ou mais grupos culturais tendem a refletir maiores resultados. Portanto, quando grandes grupos de humanos começam a acreditar e a agirem de modos novos e diferentes, mesmo irregulares e erráticos, surge um novo material genético e biológico, cuja percepção leva à expansão de todas as coisas, incluindo uma compreensão mais profunda do mundo em que se vive, do tamanho e da extensão do universo, e do relacionamento individual com Tudo O Que É.

O efeito contínuo das representações do telescópio Hubble do universo sobre a humanidade é um exemplo vivo deste princípio da adaptação. Considerem por um momento como a sua percepção do cosmos mudou. Hubble ensinou à humanidade que os planetas extra-solares são muito comuns e afastou a idéia de que o nosso Sol seja incomum por ter planetas. Na verdade, seria justo dizer que a Terra é um planeta relativamente comum, que orbita em uma estrela relativamente comum, em uma galáxia comum, uma de inúmeras outras neste universo em um múltiplo universo até maior que um dia se fundirá com todo o universo. A humanidade aprendeu que não é simplesmente um observador privilegiado do universo. Ela é parte da biosfera da Terra, não acima dela, abaixo dela ou exclusiva a ela. Esta compreensão é uma chave importante para outros saltos próximos na consciência e na evolução.

SALTOS NA EVOLUÇÃO

O início de um salto evolutivo pode ser um momento difícil e inconsistente para a humanidade. Ele cria grandes lacunas que a humanidade deve enfrentar incluindo algumas, mas não todas as anomalias físicas e psicológicas que vocês estão atualmente passando. Um aumento marcante da melancolia e da depressão é uma, pois há uma diminuição na estabilidade do dia presente e da recordação de memórias passadas, da orientação física e/ou sexual, um interesse preocupante pelo meio físico, um sentimento geral de carência de tudo, do bem estar aos recursos físicos e econômicos, uma visão pessimista ou obscura do futuro, o aumento do medo, da ansiedade, e até pânico em relação aos desafios normais da vida. Embora estes não sejam mais do que sintomas da mudança, eles estão, contudo, sobrecarregando o sistema nervoso central e perturbando a própria personalidade.

Os saltos evolutivos também desencadeiam mudanças na natureza e na estrutura da realidade. A realidade é o que vocês chamam de sua existência na Terra. Ela consiste de tudo o que existe em sua vida ou o que lhes acontece. Sua realidade lhes permite que vocês se sintam autênticos e vivos. Durante um salto evolutivo o futuro de sua (desta) realidade, é possível, mas não necessariamente provável, porque vocês estão explorando simultaneamente outras linhas do tempo, dimensões e potenciais para o crescimento. Quando a certeza de um futuro não é garantida, outros futuros existem como possibilidades. Eles se tornam reais, existem no mesmo momento que vocês e operam sob as mesmas leis variáveis que vocês. Esta é uma descrição muito precisa do que vocês estão atualmente passando, e por que o céu é o limite onde as suas incertezas são preocupantes.

Aqueles com uma habilidade de “verem” além do comum, assim como aqueles que canalizam, interpretam, ou de outra maneira divina o que permanece oculto ou invisível para outros, não estão isentos das armadilhas e lacunas que existem no momento presente. Isto inclui os oráculos, os videntes, os místicos, os filósofos, os visionários, assim como aqueles que interpretam sonhos para si mesmos ou para outros, e mais. De fato, poderia ser argumentado que aqueles que se reuniriam sob esta bandeira, sejam até mais suscetíveis ao terremoto da realidade do que outros. Um terremoto da realidade é o que acontece a uma realidade que foi excessivamente estressada, detur
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De Tatiane de Oliveira a 31.01.2010 às 00:17

Aqueles com uma habilidade de “verem” além do comum, assim como aqueles que canalizam, interpretam, ou de outra maneira divina o que permanece oculto ou invisível para outros, não estão isentos das armadilhas e lacunas que existem no momento presente. Isto inclui os oráculos, os videntes, os místicos, os filósofos, os visionários, assim como aqueles que interpretam sonhos para si mesmos ou para outros, e mais. De fato, poderia ser argumentado que aqueles que se reuniriam sob esta bandeira, sejam até mais suscetíveis ao terremoto da realidade do que outros. Um terremoto da realidade é o que acontece a uma realidade que foi excessivamente estressada, deturpada ou comprometida por outra força, natural ou não. Tais influências incluem, mas não estão limitadas aos sistemas de crenças, cruzamentos e linhas do tempo exclusivas, dimensões, novas descobertas e revelações. Sob o efeito destas novas influências, a primeira realidade não mais pode existir em sua forma atual, nem sustentar ou manter a estrutura original da qual ela foi criada. Um terremoto provocado por uma ou mais influências forçou agora uma modificação da realidade original em parte ou no todo. A estrutura original, que agora contém menos material das quais as realidades são feitas, nunca poderá ser recuperada ou restaurada; ela foi alterada para sempre.

Onde entram os profetas e as profecias? Eles são a cola que ajuda a preencher as rachaduras no ovo cósmico. Eles oferecem pontes daqui para lá, se houver onde vocês queiram ir. Suas crenças os levarão a quase qualquer lugar, mas sempre é melhor decidir por si mesmos, se possível. Gostem disto ou não, vocês estão agora na última trilha da descoberta e desenvolvimento de todas as suas faculdades. É o momento de colocar em prática tudo o que vocês estudaram e aprenderam durante os vários milênios do tempo. Permitam aqueles que vociferam e tremem que o final está próximo a entrar em colapso sob o peso de suas próprias palavras. Sejam conduzidos, se quiserem, mas não enganem se possível. O final está tão próximo quanto o próximo início. É simplesmente uma questão de virar a página com uma ânsia de experimentar o que vem em seguida. Eu lhes afirmo que a mudança é inevitável e a evolução é irrevogável. Entreguem-se ao obsoleto, aceitem o novo e esperem a próxima experiência com um coração aberto e uma mente aberta.

“O SOL IRRADIA CALOR EM TODAS AS DIREÇÕES. A LUA TEM TANTAS FACES QUANTO HÁ OPORTUNIDADES PARA A PAZ” – GAIA

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De cvalente a 31.01.2010 às 01:37

Gostei de aprender
Saudações amigas
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De JB.Mendes a 31.01.2010 às 02:05

Querida amiga vim conhecer o seu cantinho, e fiquei encantado,pois é cheio de graça e beleza, e ao mesmo tempo inteligente e poético. Visite o meu cantinho de poesias, você vai gostar.
beijos JB.Mendes
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De Rute a 31.01.2010 às 19:26

Sexo é intimidade. Eu acho que os limites do casal vão até onde os dois acharem que vai ser gostoso estar e fazer. Se não acontecer assim é invasão.

Vou responder a enquete pra ver o que vai dar.
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De Jeanne a 31.01.2010 às 23:29

Ainda bem que encerrou com esta crônica engraççadíssima! Depois de tanta maluquice.
A maioria destas práticas eu já tinha lido.
quanto aos casais, cada um sabe de sua intimidade, desde que tenha respeito mútuo e amor...
beijos
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De nadja a 01.02.2010 às 00:30

oie doladinha saudades...tive mesmo que ser operadinha de vesícula..mas estou otima.... me recuperando bem..só que a dieta é brabeza kkkkk..semana que vem tiro os pontinhos..ai sim a vida volta ao normal..beijus otimo domingo fique com os anjinhos!!!!!

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Há quem observa com atenção, senta, e se interessa em saber quem sou.


Blog Brasileiro, do Ceará para o Mundo


Adoro ouvir o barulho da chuva batendo no telhado, tomar banho de cachoeira, observar os pássaros, cuidar de animais, conversar com pessoas, aprender, rir à toa, ouvir música e viajar.
Transito livremente no mundo dos contos, da fantasia, da intuição, e às vezes dos exageros.
Gosto de pessoas com coração e olhos de poeta.
Pisciana, com ascendente em escorpião.
Mulher de Netuno, arquétipo água: mutável, humanista, idealista, sonhadora; aparentemente passiva, mas extremamente reacionária, autoritária, insegura e adaptável.
Mãe da Fernanda e da Camilla, casada com o Fernando.
Terapeuta ocupacional, estudante de psicologia.

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