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PEQUENÍSSIMO MANUAL PARA HOMENS SENSÍVEIS

por Keila, a Loba, em 17.03.10

 

 

Manual do homem sensível
Os atos que definem os homens que gostam (mesmo) das mulheres
Ivan Martins
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI117096-15230,00.html
Desde que esta coluna teve início, há quase um ano, tenho ouvido acusações recorrentes e bem humoradas de ser um “homem sensível”. Como eu não sei o que isso significa, saí perguntando aos amigos – homens e mulheres – e escolhi algumas respostas que achei interessantes.

Vejam vocês:

. Homem sensível é um cara que se importa com os sentimentos dos outros (resposta de homem).

.
Alguém sensível (homem ou mulher) é capaz de ter boa percepção sobre o outro. Também é capaz de se colocar no lugar, sentir o que o outro está sentindo (resposta de mulher).

.
Homem sensível é um homem que percebe os efeitos e as consequências de seus afetos, entendidos como a capacidade de afetar e ser afetado (resposta de homem).

.
Homem sensível é o cara que “percebe” as coisas, presta atenção ao que está sendo dito ou o que está acontecendo, aquele que é capaz de se deixar emocionar com as coisas bonitas (e feias) do mundo, que se deixa afetar sem medo – e segura a bronca, né? ninguém quer um bebê chorão do lado. Não confundir com falta de masculinidade... Gostar de filmes de ação, carros, futebol e até putaria não é sinal de insensibilidade (resposta de mulher).

.
Homem sensível é o que consegue entender que às vezes a mulher precisa de espaço e que, mesmo com todos os avanços, ainda reagimos diferente dos homens em várias situações. O problema é que alguns homens se auto denominam sensíveis como desculpa para serem covardes e não terem iniciativa (resposta de mulher, claro).

O que se pode concluir disso? Primeiro, que homem sensível é um elogio. Mulheres e homens veem a sensibilidade masculina como coisa positiva, como sinônimo de olhar e entender melhor o outro, como capacidade de se emocionar com o mundo e com as pessoas. A segunda conclusão é que o termo ainda sofre de indefinição. O sentimento está claro, mas os exemplos são poucos e não tipificam o comportamento do homem sensível.


Assim, seguindo uma máxima do jornalismo moderno, que diz que a gente tem de prestar serviço aos leitores, e vou tentar rascunhar, com base nas minhas ideias e nas ideias do próximo, a primeira versão do Manual do Homem Sensível. Quem não gostar, vá ao
blog do Bortolotto e tome um antídoto.


 

  

As cinco regras do homem sensível

1. Gostar de mulher. Não só do corpo ou da cara bonita da mulher. Gostar de mulher é ter interesse pelo jeito delas, pela conversa delas, pela vida delas que é tão diferente da nossa. O sujeito que vive cercado de homens perde metade do potencial da humanidade. Outro dia alguém me disse a frase síntese do homem insensível: “Se não tivesse b....., eu nem dava bom dia”. Homens sensíveis dão bom dia, felizes, porque gostam da presença feminina.

2. Olhar e escutar. Homens sensíveis não são obcecados por eles mesmos. Eles prestam atenção ao redor, inclusive nas mulheres. As pessoas têm coisas a dizer, não nasceram para nos servir com seus ouvidos. Suas opiniões e ideias frequentemente são interessantes. Seus sentimentos devem ser considerados. Observar o outro, ouvir o outro, tentar entender e respeitar pelo menos aqueles de quem a gente gosta (sobretudo os tímidos, que têm menos facilidade de se colocar): isso é sinal de inteligência, assim como de sensibilidade.

3. Sentir. A tradição diz que homem não chora. Isso equivale a dizer que homens não sentem ou não mostram seus sentimentos. Bobagem, né? Homens são capazes de sentimentos ternos, de piedade e de comoção. Na intimidade da relação, porém, é comum que ocorram conversas difíceis, durante as quais a mulher chora e se derrama e o sujeito fica ali, com cara de tonto, sem saber o que sentir... Isso é um aleijão masculino que precisa ser superado. Onde estão escondidos os nossos sentimentos? Um homem sensível (um ser humano completo, na verdade) não vive com apenas metade dos seus sentimentos. Vive com todos eles.

4. Dividir e ajudar. Há uma parte do mundo doméstico na qual os homens não entravam. Ele se estendia da cozinha à sala de parto. Isso vem mudando, mas nunca é demais repetir: homens sensíveis (nesse caso equivale a moderno, contemporâneo) não dividem o mundo entre tarefas masculinas e tarefas femininas, sobretudo no que diz respeito aos filhos. Entrar no mundo das tarefas das mulheres é trabalhoso, mas garante que a mulher desfrute melhor da vida e permite ao pai uma relação mais densa com seus filhos. Os casamentos legais que eu conheço se baseiam numa preocupação intensa do homem com a casa e com a prole – isto é, com a qualidade de vida e com a sanidade da mulher dele.

5. Dedicar-se. Esta talvez seja a parte mais difícil. As mulheres se dedicam aos seus amores com facilidade, os homens hesitam. Mas aqueles que traduzem seu afeto na forma de uma atenção prática e apaixonada pelo outro, têm mulheres muito mais felizes. Um homem sensível começa a se preocupar com o presente da mulher dele muito antes da semana do aniversário, por exemplo. Ele planeja uma viagem com meses de antecedência, para surpreendê-la. Ele antecipa as preocupações da casa e evita os problemas, porque pensa sobre as necessidades do outro. Quem faz assim diz que dá trabalho, mas compensa.

Bom, esse é o começo. Quem tiver mais ideias e contribuições – críticas também, claro – que se manifeste. O Manual do Homem Sensível está aberto a colaborações. 
  

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publicado às 22:45


22 comentários

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De Tatiane de Oliveira a 18.03.2010 às 16:24

O dom da união sagrada é uma das maiores bênçãos de Deus. No mundo de
hoje, a compreensão da união sagrada esteve limitada aos conceitos e
costumes que foram criados em uma época anterior.Hoje, no auge da
transformação da humanidade em um planeta de luz, a natureza de
todos os relacionamentos, incluindo aquela da união sagrada, está
sendo elevada a um novo nível de consciência e de percepção.

Na realidade de Deus, tudo é Um e todas as almas individuais são
parte do Uno que é Deus. Da perspectiva de nossa consciência
individual, humana, nós freqüentemente nos sentimos sozinhos e
anelamos a conexão, o companheirismo, e os relacionamentos
satisfatórios. A solidão que sentimos é uma parte da consciência de
individuação em que a humanidade evoluiu desde que assumiu a forma
física, e no momento atual em nossa evolução, há agora uma
possibilidade muito maior de ultrapassarmos isto para nos ligarmos à
intensidade do amor de Deus através de nossos relacionamentos e
conexões com outros.

O que torna mais possível agora os relacionamentos humanos está
relacionado à expansão da luz espiritual na Terra, que acelerou o
processo de transformação da humanidade. Este influxo de luz começou
a despertar os corações, mentes e corpos de muitas pessoas que estão
começando a ter uma experiência direta do amor e da luz de Deus.
Este tipo de experiência direta pode transformar uma vida, e pode
curar aquilo que pode ter parecido impossível curar.

Em épocas anteriores, a natureza da união sagrada estava ligada ao
dever, ou relacionada às necessidades práticas. Hoje em dia,
enquanto os relacionamentos humanos se transformam e se tornam mais
conscientes, a natureza da união sagrada entra em um domínio
inteiramente novo de possibilidades, que está relacionada a duas
almas que se tornam Uma em Deus, sem liberar a sua individualidade
ou identidades únicas.

Esta nova forma de relacionamento é o ponto culminante do processo
de transição da humanidade, inicialmente de seres de luz nos reinos
espirituais, que então assumem a forma física enquanto mantêm a sua
conexão com o Um... e então como seres cada vez mais físicos, que se
tornam imersos na matéria e se tornam menos conscientes do espírito.
Agora, o círculo está se completando, de modo que as almas que
atingiram a individuação máxima e a consciência separada estão
começando a despertar para a recordação do espírito.

Quando uma alma começa a se re-conectar com as suas origens divinas,
um mundo inteiramente novo se abre diante delas. Muitas
“necessidades” que eram sentidas ao nível do ego da personalidade,
começam a desaparecer, uma vez que a alma compreende a sua conexão
divina com a fonte de todo o amor. Enquanto a alma começa a relaxar
em sua identidade espiritual, portais começam a se abrir, tanto
emocionalmente, quanto aos níveis espirituais. Um fluxo divino
começa e tece os filamentos do amor e da luz de Deus em todos os
aspectos da vida diária. Os relacionamentos assumem um novo brilho e
plenitude, e há menos apego ao ego, o que promove a troca aberta de
maiores níveis de luz espiritual.

Enquanto mais almas começam a se re-conectar com as suas origens
divinas, as possibilidades para os relacionamentos se multiplicam
exponencialmente. O amor se torna a força condutora, o que rompe
todas as barreiras do medo, a partir do nível do ego do ser, e
assume uma vida própria. Pode-se dizer que, em uma parceria divina,
dois se tornam Um em Deus. Em tal parceria divina, duas almas se
unem, entregando-se à vontade de Deus, o que dirige o
relacionamento.

Uma união sagrada ocorre quando duas almas são guiadas através do
seu amor, uma pela outra, unem os seus corações, mentes, corpos e
vidas diárias, em uma nova entidade que é maior do que qualquer
indivíduo sozinho. Um laço de união sagrada cria uma sinergia e uma
bênção que irradia para o mundo, e que pode ser vista e sentida de
forma tangível, como a presença da luz e do amor.




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De Tatiane de Oliveira a 18.03.2010 às 16:24

A união sagrada existe em todas as culturas e religiões, pois não
são as crenças ou os costumes relacionados ao casamento que criam a
sua santidade, mas sim, a intenção sagrada dos participantes. No
mundo de hoje que vê tanto a dissolução de muitos casamentos, como
também muita dor e confusão sobre a natureza dos relacionamentos
íntimos, há pouca orientação ou informação disponível para ajudar
aqueles que desejem entrar em tal parceria.

A união sagrada requer um compromisso contínuo de cada participante,
de se amarem plenamente a cada dia, e liberarem os apegos ao ego e a
negatividade que obscurecem a comunicação e criam a desarmonia
dentro do relacionamento. Este tipo de compromisso é, na essência,
espiritual, o que traz a alma ao alinhamento com o amor de Deus e
com o propósito divino para esta alma. A união sagrada é uma bênção
e uma dádiva, o que modela o caminho para o lar, a um espaço e tempo
em que toda a humanidade vive em relacionamentos sagrados entre si e
com toda a vida.

Mensagem de Mashubi Rochell

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De Patrícia a 18.03.2010 às 16:35

Os posts são maravilhosos.
O endereço do seu blog foi direto para os meus "Favoritos" porque o meu blog está paradinho9 da silva ha algum tempo, espero que sejamos amigas.
Tenha um restinho de quinta-feira de muita paz no seu coraçãozinho.
Beijinhos da PATRÍCIA
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De Fernanda a 18.03.2010 às 22:10

E se a questão fosse sobre a mulher sensível Será que as respostas seriam as mesmas?
Divagação minha...
Dá que pensar esse texto.
Bom, homem sensível é solidário, envolve-se em boas causas.

Beijos, Jaqueline.
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De O Arabe a 19.03.2010 às 14:07

Texto interessante, Keila! Mas... será que se pode definir, ou quantificar a sensibilidade? Ou, mesmo, fazê-la nascer? :) Bom fim de semana, amiga!
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De Milton Aizemberg a 19.03.2010 às 16:35

Venho convida-la e aos que vem aqui a fazer parte da nossa história e da nossa missão.

Visite-nos.

Milton Aizemberg
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De AFRICA EM POESIA a 20.03.2010 às 01:06

Já tinha saudades de passar por aqui
desejo tudo de bom e deixo um beijo
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De Eärwen Tulcakelumë a 20.03.2010 às 01:25

A sensibilidade é uma marca da alma, vem conosco...
Venho trazer pérolas incandescentes de carinho, selando meu retorno.
Com carinho
Eärwen
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De Jeanne a 20.03.2010 às 02:13

Eu percebo pelos jovens da família uma enorme sensibilidade. Quanto a chorar, acho que não é mais uma vergolha para o homem. Ainda bem, não é mesmo?
Esta música do blog está linda!
Beijos querida amiga, bom fim de semana.
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De dedinha a 21.03.2010 às 08:22

Oi Loba! São 5h da matina, madruguei justamente pela falta de "sensibilidade", note que não citei falta do "homem" , mas da sensibilidade dele, enfim, depois de sonhar com meu pai, e ler este post, vou refletir... quem sabe também tá faltando sensibilidade em mim... Obrigada sempre que passo aqui para te visitar tenho grandes reflexões. Bjs

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