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ÓDIO E AMOR: COMPANHEIROS INSEPARÁVEIS

por Keila, a Loba, em 30.03.13

         Há muito tempo atrás, uma menina chinesa chamada Lili se casou e foi viver com a família do marido. Depois de alguns dias, passou a não se entender com a sogra. As personalidades delas eram muito diferentes uma da outra, e Lili foi se irritando com os hábitos dela que, frequentemente, a criticava.

 

 

 

Meses se passaram e Lili e sua sogra cada vez mais discutiam e brigavam. De acordo com antiga tradição chinesa, a nora tem que se curvar à sogra e obedecê-la em tudo. Lili, já não suportando mais conviver com essa situação, decidiu visitar um amigo de seu pai, um velho sábio.

 

Depois de ouvi-la atenciosamente, ele pegou um pacote de ervas e lhe disse:

- Vou lhe dar várias ervas, e elas irão lentamente envenenar sua sogra. À cada dois dias, ponha um pouco destas ervas na bebida e na comida dela. Para ter certeza de que ninguém suspeitará, você deve ter muita cautela e agir de forma muito amigável para com a sua sogra.

 

 

Lili ficou muito contente, agradeceu, e voltou apressada para casa, para dar início ao projeto de "assassinar" lentamente a mãe de seu marido. Seguindo a orientação do sábio, a cada dois dias ela servia bebida e comida especiais e os entregava à sogra. Lembrando o que disse o velho sábio sobre evitar suspeitas, Lili controlou o seu temperamento, obedeceu a sogra e a tratou como se fosse sua própria mãe.

 

Seis meses se passaram e a casa onde morava a família exalava paz, união e alegria: Lili havia controlado o seu temperamento e quase nunca se aborrecia. Nesses seis meses, Lili e sua sogra não haviam discutido, chamando inclusive a atenção dos esposos, que perceberam que entre as duas reinava uma grande e sincera amizade. As atitudes da sogra também mudaram, e elas passaram a se tratar como mãe e filha.

 

 

Angustiada, Lili foi novamente procurar o sábio para pedir-lhe ajuda:

- Sr. Huang, por favor, me ajude a evitar que o veneno mate minha sogra! Ela se transformou numa mulher agradável e eu a amo como se fosse minha mãe. Não quero que ela morra por causa do veneno que eu lhe dei.

 

Acenando a cabeça, o velho sábio disse:

- As ervas que eu lhe dei não são venenosas, mas são vitaminas preparadas para melhorar a saúde da sua sogra. O veneno estava na sua mente e na sua atitude, mas foi substituído pela dedicação, pela paz e harmonia necessárias à sua transformação interior. Sem saber, você alimentou o amor e foi alimentado por ele. Ambas estão salvas.

 

 

Desconheço o autor

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publicado às 21:24


2 comentários

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De ILMANO a 10.04.2013 às 14:53

VOU ENVENENAR A MINHA SOGRA LOBA....
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De Lobo a 12.04.2013 às 23:10

Esse conto me faz lembrar o tempo ruim que vivi na casa da minha sogra, quando casei pela segunda vez. Aliás, um tempo que eu gostaria de esquecer, mas vale a pena lembrar dele para não repeti-lo. Aquilo que não mata, nos fortaleca. Deus é mais, Loba!

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