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Coréia do Norte, Estados Unidos, Japão e o resto do mundo violento e cruel

por Keila, a Loba, em 12.04.13

Desprezando as notícias e imagens anteriores de violência urbana no Brasil e no mundo, outra vez estamos vivendo o terror dos armamentos e artefatos nucleares ameaçando a vida. E não é de admirar que isso esteja acontecendo em 2013, embora tenhamos considerado a possibilidade da guerra fria ter ficado lá para trás. Não ficou. Guerra, mísseis e ogivas nucleares, morte, carnificina, intolerância, violência e outras palavras “de guerra” nunca saíram da moda.

 

 

Fazendo um tour pelos primórdios da humanidade, a bíblia fala que Adão e Eva praticaram o primeiro ato violento contra a humanidade através da desobediência. É fato que esse livro sagrado também conta as histórias de filhos que mataram seus pais e vice-versa para assumir reinados e terras, há inúmeros relatos de governos e povos em constante luta por democracia e menos impostos, sem esquecer aquelas figuras bíblicas - e atuais - que sempre decidem de forma errada o futuro de seu povo, muita fome, miséria, e uma eterna luta por territórios e poder até os dias atuais.

 

Existem várias teorias que tentam explicar o comportamento violento dos homens, com destaque para o pensamento de Thomas Hobbes, que afirma que a índole humana é má, violenta, e seu caráter para praticar a brutalidade e explodir em violência é culpa unicamente do indivíduo, sendo essa uma teoria inatista – a violência é inata ao ser humano; que contradiz Jean-Jacques Rousseau, conhecido pelas publicações que dão à natureza humana uma índole bondosa e contente.

 

 

 

Alguns pesquisadores dizem que a frustração é a maior causa da violência; outros, afirmam que o potencial biológico da agressão existe no ser humano, mas esse potencial mudou desde que o homem saiu de seu ambiente natural para viver nas cidades. O austríaco Konrad Lorenz diz que a agressão é desencadeada quando a raiva é acumulada no sujeito, mas o psicólogo Luiz Cláudio Figueiredo, da Universidade de São Paulo, diz que a agressividade tem muitos aspectos biológicos, mas os hormônios não se acumulam e depois se dispersam como supõe o Konrad Lorenz. Para o geneticista Oswaldo Frota-Pessoa, da Universidade de São Paulo, um grupo de genes é responsável pelos comportamentos violentos do sujeito, ou seja, “eles apenas determinam a probabilidade de a pessoa ser agressiva. O resto é com a vida”.

 

 

Enquanto tentamos descobrir quando e por qual motivo passamos a desenvolver comportamentos agressivos, a violência explode em todos os países e em todas as camadas sociais, chegando a ser considerada uma epidemia. Mata-se uma pessoa porque ela entregou inofensivamente tudo o que tinha disponível para ser levado, dando à violência um caráter absolutamente banal e injustificável. Políticos “matam” populações inteiras desviando verbas, subtraindo dinheiro público para acúmulo pessoal, deixando famílias sem saúde, educação, moradia, trabalho e emprego, dando à violência um caráter altamente complexo e de difícil identificação para quem a caracteriza por apenas um ângulo.

 

 

Os casos de violência e/ou assédio no trabalho estão levando muitos trabalhadores às drogas, ao suicídio e à depressão, além de faltas e licenças para tratamento de saúde. A violência na família é responsável pelos transtornos pessoais e sociais cada vez mais comuns observados nas escolas americanas, lembrando que a violência não é um fenômeno apenas de pobres, mas também de medianos e de ricos.

 

 

A junção de situações diversas em que a violência é fenômeno claramente observável no globo terrestre, nos países, nas cidades, entre as pessoas e individualmente nos dá a plena certeza de que é necessário aprender a domar nossos desejos, os fracassos pessoais, nossos medos e ansiedades para poder compreender que a crise em que vivemos não é na natureza, mas nos homens que fazem uso dela. Nossos instintos violentos estão ameaçando os recursos naturais que justificam a vida, seja a água, o ar, a terra, os animais, vegetais e minerais de forma rápida e injustificada, pois nem mesmo o instinto de sobrevivência está sendo capaz de nos fazer parar.

 

 

Se você consegue passar alguns poucos dias sem usar da violência verbal e física para viver em família, trabalhar, estudar e participar de eventos sociais considere-se um belo exemplar humano. Cada vez mais estamos nos acostumando a usar da rispidez, da indiferença e arrogância para mostrar as pessoas que não somos tão idiotas quanto pensam, que temos sangue corrente e quente nas veias para reagir diante dos perigos da vida, que podemos morrer, mas haverá sempre algumas armas letais escondidas e aguardando o inimigo, sendo esse o argumento da ciência para justificar o instinto violento do ser humano.

 

Pesquisa em:

 

http://artigosdabiko.blogspot.com.br/2010/07/falando-sobre-violencia.html

 

http://super.abril.com.br/cotidiano/onde-vem-violencia-438848.shtml

 

http://filosofiasocialepositivismo.blogspot.com.br/2007/01/teorias-sociais-violncia-e-integrao.html

 

 

 

 

 

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publicado às 23:15


7 comentários

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De Dani Mel a 13.04.2013 às 05:01

Não dá pra se conformar com o que você não pode mudar. Nem ao medo, que paralisa a gente e nos deixa sem ação, sem saber por onde ir ou o que fazer. De alguma maneira a gente sobrevive. De uma estranha maneira a gente vai ficando forte, aprendendo a saber que não é o que fazem com você que importa.
Mas é o que você faz com o que fazem com você.
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De aluisio cavalcante jr a 19.04.2013 às 01:01

Querida amiga

E eu que acredito no amor,,,,
que ensino meus filhos
a cultura da Paz,
fico com um sentimento de derrota
diante do triunfo
de tanto desamor...

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De O Arabe a 24.04.2013 às 02:13

Excelente post, Keila! E é muito bom ver você de volta! Boa semana.
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De luma rosa a 04.05.2013 às 18:37

Oi, Loba!
O homem como animal, sempre irá marcar território e as guerras fazem parte desse instinto. Então não acho que o problema esteja na guerra e sim nas armas que existem atualmente. Se no passado, vencia o mais forte, hoje vence aquele que tem mais armas para se defender. A questão também é a falta de ética na guerra, pois até quem não quer fazer guerra acaba se envolvendo.
Bom fim de semana!!
Beijus,
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De aluisio cavalcante jr a 31.05.2013 às 23:29

Querida amiga

Passando para reler
este instigante texto,
e também cultivar
a amizade.

A vida é feita
dos sonhos que nos habitam.
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De DO a 11.06.2013 às 17:36

Bom ou mau,a verdade é que estamos pagando o preço de nossos atos. Seja por omissão,ou por consciencia. Beijos,LOBA
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De O Arabe a 10.09.2013 às 15:59

Boa semana, Keila! Aguardo o próximo post.

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